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Bettel garante que fronteiras vão manter-se abertas
Luxemburgo 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Bettel garante que fronteiras vão manter-se abertas

Bettel garante que fronteiras vão manter-se abertas

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 30.10.2020 Do nosso arquivo online

Bettel garante que fronteiras vão manter-se abertas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Fecho das fronteiras poderia levar a mortes desnecessárias nos hospitais, alertou o primeiro-ministro.

Xavier Bettel, defende que as fronteiras do Luxemburgo se mantenham abertas, apesar do aumento de casos em toda a Europa.

A posição do primeiro-ministro luxemburguês converge com a defendida pela chanceler alemã, Angela Merkel, na cimeira de líderes da União Europeia, que se realizou esta quinta-feira à noite, por videoconferência, para discutir a evolução da pandemia do coronavírus nos países europeus.


Covid-19. Europa diz-se unida para combater "segunda vaga brutal"
O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, enfatizou que “os números [de infetados] estão a aumentar em todo o lado na Europa”, o que está a deixar os hospitais e profissionais da saúde de todos os Estados-membros “outra vez sob pressão”.

Com os casos de covid-19 a subiram a níveis preocupantes em vários estados europeus, incluindo o Luxemburgo, a capacidade dos hospitais começa a atingir o seu limite. Essa é uma das razões que, segundo referiu Xavier Bettel à RTL, justifica a manutenção da abertura das fronteiras, pois permite a cooperação entre estruturas de saúde com os países vizinhos, caso venha a ser necessária. Além disso, há também a dependência dos trabalhadores transfronteiriços, essenciais ao seu funcionamento. "Não conseguiremos, especialmente nos hospitais, se os nossos trabalhadores fronteiriços de repente não puderem vir trabalhar", disse à RTL, acrescentando que se as fronteiras fossem fechadas, isso teria um reflexo, desnecessário, no aumento da mortalidade dos doentes.

Na mesma entrevista, o primeiro-ministro luxemburguês salientou também a importância de evitar a competição pelos recursos entre os Estados da UE, tal como aconteceu com as máscaras durante a primavera, defendendo que os Estados-membros terão de chegar a acordo sobre uma estratégia para dar prioridade a quem vacinar primeiro, sugeriu Bettel. 


Covid-19. UE anuncia 220 milhões de euros para transferência de doentes
“Vamos disponibilizar 220 milhões de euros para financiar o transporte transfronteiriço seguro de pacientes nos casos em que isso for necessário”, declarou a presidente do executivo comunitário, Ursula von der Leyen.

No final da reunião, o Conselho Europeu, Charles Michel, garantiu que os 27 estão “unidos” para enfrentar a “luta difícil” contra a segunda vaga da covid-19, que classificou como “brutal”.

A discussão entre os chefes de Estado da UE centrou-se nos testes, rastreio de contactos e vacinas, tendo os países partilhado as suas experiências e discutido o reforço da coordenação. O “reconhecimento mútuo de testes rápidos” foi um dos pontos acordados, refere a agência Lusa, o que permitirá “reduzir o impacto negativo da liberdade de circulação e proteger o mercado único”.  

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