Escolha as suas informações

Bettel, Félix Braz e Schneider reúnem-se de madrugada. Coligação "é possível"
Luxemburgo 2 min. 15.10.2018 Do nosso arquivo online

Bettel, Félix Braz e Schneider reúnem-se de madrugada. Coligação "é possível"

Bettel, Félix Braz e Schneider reúnem-se de madrugada. Coligação "é possível"

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 2 min. 15.10.2018 Do nosso arquivo online

Bettel, Félix Braz e Schneider reúnem-se de madrugada. Coligação "é possível"

Xavier Bettel, Félix Braz e Étienne Schneider não esperaram pelo dia seguinte. Da reunião desta madrugada saiu um acordo de princípio.

A RTL já lhe chama "Gâmbia 2.0". A reedição da coligação DP-Verdes-LSAP, que governou o país nos últimos cinco anos, "é possível", disse esta madrugada Xavier Bettel.

O ainda primeiro-ministro falava ao canal de televisão luxemburguês, à saída de uma reunião onde estiveram também Corinne Cahen, presidente do DP e também ministra da Família e da Integração, além dos dois homens fortes dos Verdes, o ministro da Justiça, Félix Braz, e o dos Transportes, François Bausch. A representar os socialistas estiveram Étienne Schneider, Mars Di Bartolomeo, Alex Bodry e Claude Haagen.

Da reunião pela calada da noite, que se realizou no Ministério de Estado, no gabinete do primeiro-ministro, saiu um acordo de princípio: "a coligação não foi quebrada", disse Xavier Bettel. O ainda primeiro-ministro vai apresentar-se ao Grão-Duque já esta segunda-feira, às 9h da manhã, para apresentar os resultados das eleições, e espera ser nomeado para liderar as negociações para a formação do Governo. Bettel apresentará nessa altura a demissão do cargo de primeiro-ministro, uma formalidade após as eleições.

Antes desta reunião "semi-secreta", o lusodescendente Félix Braz já confirmara ao Contacto que não via motivos para não avançar com a mesma coligação a três. "Para nós a coligação atual foi confirmada. Tínhamos 32 deputados [a soma dos três partidos], agora temos 31", disse o ainda ministro da Justiça. "Outras coligações possíveis, CSV e DP, seria uma coligação que perdeu três deputados [nos respetivos partidos], e uma coligação CSV- LSAP seria uma coligação [em que os dois partidos] perderam quatro deputados. Esta só perdeu um, e tem o vencedor das eleições, os Verdes, a fazer parte da coligação", defendeu o lusodescendente. "Para nós é evidente que a coligação foi confirmada e tem de continuar", acrescentou.

Os Verdes foram um dos grandes vencedores da noite, com mais três deputados que em 2013, o que representa "os melhores resultados nos últimos 35 anos" para os ecologistas, disse ainda Braz. "É um resultado histórico para o partido", sublinhou o luxemburguês de origem algarvia. Os Verdes sobem de seis para nove deputados. O DP perde um deputado, ficando com 12. Os socialistas (LSAP) perdem três, ficando com dez.

Questionado pelo Contacto sobre se o atual vice-primeiro-ministro, o socialista Étienne Schneider, pode vir a ser substituído por ele próprio, Félix Braz, como número dois da coligação, o lusodescendente não quis avançar hipóteses. "Essas coisas vão-se discutindo aos poucos, não é a questão que hoje me preocupa mais", afirmou.

O partido socialista tem mais um deputado que os Verdes, mas é um dos perdedores da noite, ficando com menos três mandatos, que passam para o Déi Gréng. Os Verdes são o único dos três partidos da coligação que não só não perde deputados, como ganha três. Questionado sobre se essa vitória poderá levar a que os Verdes tenham um papel reforçado na coligação, Félix Braz disse apenas: "É certo que os Verdes estão agora mais fortes, mas não vamos entrar em guerra com os outros parceiros de coligação".

Paula Telo Alves

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Partidos mostram-se prudentes quanto à sondagem e alianças
Os seis partidos com assento parlamentar não levam “muito a sério” as mais recentes sondagens Politmonitor. Quanto a coligações que poderão sair depois das legislativas de outubro, apesar da abertura de alguns partidos, uns preferem esperar pelos programas eleitorais e outros pelos resultados.