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Bettel: enquanto "liberal, homossexual e de sangue judeu, teria sido condenado à morte" noutros tempos

Bettel: enquanto "liberal, homossexual e de sangue judeu, teria sido condenado à morte" noutros tempos

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 7 2 min. 07.09.2018

Bettel: enquanto "liberal, homossexual e de sangue judeu, teria sido condenado à morte" noutros tempos

A reunião de trabalho desta quinta-feira, no castelo de Bourglinster, foi uma iniciativa de Xavier Bettel, no contexto da viagem diplomática pela Europa de Emmanuel Macron, que procura um "arco progressista" na União Europeia.

As declarações de Xavier Bettel foram provavelmente as mais fortes na reunião que juntou esta quinta-feira, no Grão-Ducado, o primeiro-ministro luxemburguês, o Presidente francês, Emmanuel Macron, e os primeiros-ministros holandês, Mark Rutte, e belga, Charles Michel.

Durante a reunião que antecedeu o "diálogo com cidadãos sobre a União Europeia", na Philharmonie, o primeiro-ministro Xavier Bettel pediu "respeito e soluções comuns" à Europa, lembrando que enquanto "liberal, homossexual e de sangue judeu, teria sido condenado à morte" noutros tempos, cita a agência Lusa.

Da esquerda para a direita: Charles Michel, Xavier Bettel, Emmanuel Macron e Mark Rutte.
Da esquerda para a direita: Charles Michel, Xavier Bettel, Emmanuel Macron e Mark Rutte.
Foto: Chris Karaba

Crise migratória no centro da reunião

A grande novidade saída deste encontro entre os líderes do Luxemburgo, França, Bélgica e Holanda foi a proposta de uma cimeira informal europeia em Salzburgo, a 20 de setembro, visando o apoio comunitário aos países africanos que enfrentam a crise migratória.

Os dirigentes daqueles países acordaram propostas "concretas" em resposta às nacionalistas anti-migrantes do poder italiano e húngaro.

Os chefes de Estado pretendem ir além do "vago" compromisso alcançado na cimeira da União Europeia (UE), em junho, e colocar em prática "acordos como os alcançados com a Turquia", declarou Mark Rutte.

Em março de 2016, a Turquia aceitou reduzir fortemente o fluxo migratório através do seu território em troca de uma importante ajuda financeira da UE.

"A União Europeia deve implementar uma versão do `Plano Marshall` em África, com uma ambição operacional concreta com os parceiros africanos", acrescentou Charles Michel.

Os quatro líderes também consideram necessário ajudar a acolher os migrantes recém-chegados aos países europeus que permitem a entrada, como Espanha e Itália, dispensando apoio financeiro e logístico.

O objetivo é ajudá-los a selecionar aqueles que podem permanecer sob o direito de asilo e repatriar os migrantes económicos.

Os quatro governantes consideram que esses países de entrada devem estar responsáveis pelas chegadas, um ponto de conflito com Roma, que recusa esta ideia.

"Os países de primeira entrada no [espaço] Schengen têm uma responsabilidade e não podem evitá-lo, mas é necessária uma solidariedade financeira", afirmou o Presidente francês, Emmanuel Macron. "Nós avançámos hoje e vamos apresentar soluções concretas na cimeira de Salzburgo", acrescentou.


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