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Bettel assegura que Macron não vai 'roubar' médicos frontaliers
Luxemburgo 18.03.2020 Do nosso arquivo online

Bettel assegura que Macron não vai 'roubar' médicos frontaliers

Bettel assegura que Macron não vai 'roubar' médicos frontaliers

AFP
Luxemburgo 18.03.2020 Do nosso arquivo online

Bettel assegura que Macron não vai 'roubar' médicos frontaliers

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O Grand Est já está com falta de profissionais de saúde para tratar os doentes com Covid-19. "A França não vai deixar morrer o vizinho Luxemburgo", assegura o primeiro-ministro.

Em França, sobretudo na região do Grand Est, os hospitais estão já sobrelotados e com falta de profissionais de saúde, entre médicos e enfermeiros, para fazer face à grande afluência de doentes infetados que todos os dias dão entrada nestes estabelecimentos. "A situação é dramática", alertam médicos, como noticiou ontem o Contacto.

Médicos reformados e estudantes de medicina foram já 'requisitados' para ajudar as equipas hospitalares mas poderá não ser suficiente. 

E se "neste estado de crise", o presidente francês Emmanuel Macron decidir requisitar os médicos e enfermeiros residentes em França que trabalham no Luxemburgo? A questão foi colocada ao primeiro-ministro Xavier Bettel na conferência de imprensa desta noite. 


Grand Est. Hospitais lotados e com falta de camas para doentes com coronavírus
Esta região francesa regista 1378 casos e 21 mortes. Médicos e autoridades alertam para "situação grave" das unidades públicas e para a falta de profissionais de saúde para atender tantos doentes.

Consciente da situação, o primeiro-ministro do Luxemburgo anunciou que o governo já se acautelou e que o ministro dos Negócios Estrangeiros "Jean Asselborn já telefonou à secretária de Estado francesa Amélie de Montchalin" sobre esta situação concreta. 

"A França sabe o que isso significa para o Luxemburgo, somos todos responsáveis políticos" e eles conhecem a situação, disse o primeiro-ministro.  

Luxemburgo recebeu garantias de França

"Se não tivermos mais trabalhadores fronteiriços, todo o sector hospitalar no Luxemburgo deixará de poder funcionar, ele [Emmanuel Macron] sabe e é uma responsabilidade que tem enquanto vizinho", frisou Xavier Bettel salientando que "recebemos garantias" quanto a este caso específico, descansou.


IPO.PK Stellungnahme Regierung Coronavirus.Lex Delles,Xavier Bettel,Paulette Lenert,Franz Fayot. Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Transfronteiriços continuam a poder entrar no Luxemburgo
Cerca de 70% dos funcionários do sector médico luxemburguês são transfornteiriços.

"A França não vai deixar morrer o seu vizinho Luxemburgo", acredita Xavier Bettel. 

 O Grand Est é a região mais afetada de França, onde em 24 horas, de segunda-feira para terça-feira, se registaram mais 244 casos de infetados e mais 10 mortes, num total de 1820 doentes e 61 mortes.  

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