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Bares, cafés e restaurantes com vida difícil na reabertura
Luxemburgo 2 min. 13.06.2020 Do nosso arquivo online

Bares, cafés e restaurantes com vida difícil na reabertura

Bares, cafés e restaurantes com vida difícil na reabertura

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 13.06.2020 Do nosso arquivo online

Bares, cafés e restaurantes com vida difícil na reabertura

Redação
Redação
A reabertura do sector da Horesca não está a correr da melhor forma, muitos dos comerciantes do ramo na capital. O medo de sair e o teletrabalho, entre várias outras razões, têm impedido muitos clientes de retomar velhos hábitos. Se as coisas não melhorarem, a situação tornarse-á catastrófica para muitos estabelecimentos que vivem sob a ameaça de ter que fechar portas.

Um dos exemplos da crise é o de um conhecido restaurante na zona de Clausen que esteve praticamente vazio na sexta-feira. Registou uma média de 15 refeições ao meio-dia, cerca de dois terços a menos do que fazia habitualmente antes da crise. "Mas à noite, a situação não é melhor...", lamentava o patrão que preferiu ficar no anonimato, lembrando que "muita gente ainda se encontra em casa a trabalhar" pelo que as soirées after work "não têm tido grande afluência."

As 'noites brancas' que costumam gerar muito dinheiro são inexistentes, e quem se recente é o volume de negócios que caiu mais de 25% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Além disso, existem rendas, encargos, salários e custos de funcionamento aos quais é necessário fazer face…

Na parte superior da capital, a situação é semelhante. Com bom tempo melhor, as pessoas ainda podem ocupar, pelo menos, as esplanadas, caso contrário a situação está complica-se e torna-se insustentável por muito mais tempo.

"É claro que se as coisas não mudarem nas próximas semanas, vai ser muito difícil. O risco é eminente e eu não sou o único", diz com a voz embargada, revelando: "Conheço uma dúzia ou mais que já fecharam e nunca mais vão abrir", diz entre dentes...

O teletrabalho é o que mais prejudicial a recuperação dos estabelecimentos da capital. Espera-se um recomeço "normal" em agosto, ou o mais tardar em setembro, quando os funcionários retornarem aos escritórios em massa, mas a situação é ligeiramente diferente no resto do país.

O facto de dez pessoas poderem voltar a ir juntas a restaurantes é um sinal positivo, mas o número de vendas e trespasses também aumentou significativamente e em muitos deles acabam por significar prejuízos avultados.

Para os funcionários da restauranção, a ajuda estatal não é suficiente para relançar a máquina de forma adequada. Muitos deles exigem esforços quanto aos encargos do empregador que têm de ser pagos, ao mesmo tempo que deve ser encontrada uma solução para regulamentar os valores dos alugueres.

Proprietários de restaurantes e cafés apelam aos clientes para que voltem com sogans "Não nos deixem morrer". Muitos deles fazem apelo ao humor para chamar a atenção e recordar que a situação crítica pela qual todo o setor está a passar, e que se não mudar nas próximas semanas, poderá ser fatal para muitos deles.

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