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Bairro da Gare vai ter mais câmaras de vigilância
Luxemburgo 2 min. 12.03.2019

Bairro da Gare vai ter mais câmaras de vigilância

Bairro da Gare vai ter mais câmaras de vigilância

Foto: Reuters
Luxemburgo 2 min. 12.03.2019

Bairro da Gare vai ter mais câmaras de vigilância

O objetivo é proteger as escolas e parques infantis.

O bairro da Gare, na cidade do Luxemburgo, vai ter mais câmaras de videovigilância. De acordo com o Ministério da Segurança Interna, o ministro da tutela, François Bausch, já deu autorização para a expansão do sistema no bairro da Gare e no passadiço suspenso sob a ponte Adolphe. No primeiro caso, o objetivo é proteger as escolas e parques infantis da delinquência que afeta aquela zona da capital.

A instalação das câmaras vai ser feita nas próximas semanas. Depois, ao longo de um ano, a polícia irá analisar a eficácia da medida, para perceber se houve uma "deslocação do fenómeno da delinquência" para outras artérias da cidade. Os resultados desse estudo, que será levado a cabo pela Inspeção-Geral da Polícia, serão divulgados no início de 2020.

O sistema de vídeo-vigilância foi aprovado em 2007 por um período experimental de dois anos, mais tarde prorrogado. Inicialmente, foram instaladas 70 câmaras na cidade. Uma medida que na altura foi alvo de muitas críticas por parte da Associação Luxemburguesa de Criminologia (ALC), que considerava que as câmaras instaladas no Luxemburgo não são eficazes para prevenir a criminalidade. A ALC criticou igualmente a invasão da privacidade operada pelos sistemas de vídeo-vigilância.

Instaladas desde 2007, as câmaras estão distribuídas pela capital luxemburguesa, sobretudo na zona do Glacis, bairro da Gare e no centro Aldringen. Mas durante os primeiros três anos de utilização, as imagens captadas pelas 70 câmaras serviram apenas para identificar 30 suspeitos de crimes menores (a maioria consumo de droga e pequenos furtos), e nunca foram utilizadas como prova em tribunal, segundo a ALC.

As câmaras também não funcionam como dissuasor da criminalidade, considerou a asociação, citando estudos realizados no estrangeiro. Para reduzir a criminalidade, os sistemas de vídeo-vigilância devem ser acompanhados "de outras medidas, como o reforço policial ou o trabalho social no terreno", defendeu naquela altura  o presidente da associação de criminologia. Apostar na técnica em vez de no trabalho social como forma de prevenção da criminalidade é um erro, considerou a associação, que criticou igualmente a invasão da privacidade que as câmaras representam.