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Automóveis no Luxemburgo são os mais poluentes da Europa
Luxemburgo 3 min. 09.09.2019

Automóveis no Luxemburgo são os mais poluentes da Europa

Automóveis no Luxemburgo são os mais poluentes da Europa

Chris Karaba
Luxemburgo 3 min. 09.09.2019

Automóveis no Luxemburgo são os mais poluentes da Europa

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Grão-Ducado e Portugal são os países da UE com mais carros movidos a diesel, alerta relatório.

O Luxemburgo é a par com a Estónia, o país com emissões mais elevadas de dióxido de carbono (CO2), em relação aos veículos comprados em 2018, no espaço da União Europeia. 

O alerta é lançado através do relatório anual da Federação Europeia dos Transportes do Ambiente, hoje divulgado e que defende que os estados membros devem adotar medidas fiscais que compensem muito a compra de veículos elétricos, ou com emissões zero.

As emissões mais baixas registam-se em Portugal e na Holanda, indica o documento relativo a 2018.

As emissões médias de CO2, entre os automóveis recém-comprados no Luxemburgo em 2018 foram de 131 gCO2/km contra 133,1 gCO2/km em 2013, e as de Portugal, 106.1 gCO2/km, contra 112 gCO2/km em 2013.

Luxemburgo e Portugal lideram no diesel

No que toca à poluição ambiental proveniente dos veículos o Luxemburgo ainda tem muito para fazer.

O grão-Ducado e Portugal são os países que ainda possuem mais carros a diesel, entre os estados membros: Portugal lidera com 54% seguindo-se o Luxemburgo com 47%. A Holanda é o país com menor percentagem de automóveis movidos a este combustível, apenas 12%.

O relatório analisa ainda a preferência dos consumidores por carros elétricos para combater as emissões de CO2.

Poucos carros elétricos no Grão-Ducado

O Luxemburgo encontra-se a meio do ranking, com 2.1% enquanto Portugal (3,7%) surpreendeu os autores do relatório que realçam a sua “quota relativamente grande de veículos elétricos”. Aqui o campeão é a Holanda, sobretudo devido aos impostos que tornam os modelos com emissões zero muito compensatórios para os consumidores.

Aliás, o relatório frisa que a tributação nesta matéria tem grande influência nas decisões e comportamento dos consumidores.

"A emergência climática exige que se venda o último automóvel com motor de combustão até ao início da década de 2030, defende Julia Poliscanova, responsável pelo programa de veículos elétricos da Federação, no relatório.  

 Esta responsável não tem dúvidas: “os governos dos estados membros devem concentrar-se em acelerar a transição para automóveis mais limpos para além do que é exigido pela legislação relativa ao CO2”.

Regimes fiscais têm de compensar

Julia Poliscanova considera que os governos “têm de adotar regimes fiscais compensatórios para os consumidores adquirirem automóveis com emissões zero” e que “penalizem os consumidores que continuem a optar pelos veículos a combustível”.

Além de que os países têm de facilitar a colocação de pontos de carregamento elétricos em casa, no trabalho e ao longo das auto-estradas.

  Para o ano prevê-se que serão vendidos na União Europeia um milhão de automóveis elétricos.  

Os transportes são o maior problema climático da Europa, representando mais de um quarto (27%) das emissões totais de gases com efeito de estufa, recorda o relatório.

O fim dos automóveis a combustível

“Os automóveis emitem 44% das emissões de CO2 dos transportes e continuam a aumentar devido às decisões empresariais tomadas pelos fabricantes de automóveis”, escrevem os seus autores.

Isto para que a União Europeia consiga atingir os objetivos do Acordo de Paris.

O de limitar o aumento da temperatura do planeta a 1,5 graus celsius. Para tal é preciso que os automóveis emitam zero gases, ou seja, nenhuns, em todo o mundo, no máximo até 2050.  

Por isso, Julia Poliscanova alerta os estados membros para eliminarem completamente os automóveis movidos a combustível das suas estradas. Que o último destes veículos seja vendido em 2030, “no limite em 2035”. 


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