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Até ao final de julho ninguém escapa ao teste da covid-19
Luxemburgo 22.05.2020

Até ao final de julho ninguém escapa ao teste da covid-19

Até ao final de julho ninguém escapa ao teste da covid-19

Gerry Huberty
Luxemburgo 22.05.2020

Até ao final de julho ninguém escapa ao teste da covid-19

Deste mês em diante, o governo tenciona realizar 20 mil testes por dia e dividir a população em três categorias.

Prevista inicialmente para um mês, "a gigantesta operação" de testar o maior número de pessoas possível no Grão-Ducado foi alargada a praticamente três. 

Com o intuito de identificar e isolar eventuais casos de infeção pelo novo coronavírus, evitando a sua propagação e um novo cenário de confinamento e isolamento social, residentes e transfronteiriços vão ser convocados pelo correio para realizar os testes rápidos. Num prazo de 48 horas, recebem o resultado por SMS. 

Entre 27 de maio e 28 de julho, residentes e transfronteiriços têm 20 centros de rastreio a funcionar em todo o país. Destes, 17 funcionam em regime de drive-se. Na capital, nas Rotonde e em Kirchberg, e junto à estação ferroviária de Belval, as autoridades estão a preparar quatro estações de despiste para ciclistas e transeuntes. A ideia é não deixar de fora quem não se desloca de automóvel. 

O objetivo é montar o aparato que permita a realização de 20 mil testes por dia como explicou, esta sexta-feira, o porta-voz da "Covid-19 Research Luxembourg". Até aos últimos dias de julho, a população vai ser dividida em três categorias.

Testes de duas em duas semanas?

Profissionais de saúde e da educação, autoridades, cabeleireiros e profissionais do setor hoteleiro vão ser convidados a realizar o teste de despiste à covid-19 num prazo de duas em duas semanas. Mais expostos ao contacto e ao vírus, compõem a primeira categoria. 

Assim, a partir de 25 de Maio, a cabeleireiros e trabalhadores de idosos podem começar a ser submetidos ao exame que consiste na raspagem da garganta com uma zaragatoa. A 1 de junho, será a vez dos prestadores de cuidados, agentes da polícia grã-ducal, trabalhadores da construção civil, mas também alunos e professores ou trabalhadores do comércio e da indústria. 

A segunda e terceira incluem respetivamente os trabalhadores que se preparam para regressar aos escritórios nas próximas semanas e a restante população. "Não vamos testar toda a gente", explica o coordenador do projeto de investigação Paul Wilmes, "mas amostras representativas seleccionadas pela indústria e pelas regiões do país". 





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