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Ataque terrorista simulado na Rockhal

Ataque terrorista simulado na Rockhal

Foto: Guy Wolff
Luxemburgo 21 2 min. 12.01.2019

Ataque terrorista simulado na Rockhal

Autoridades fizeram primeiro balanço positivo. Primeiro-ministro esteve no local com ministros Félix Braz, Taina Bofferding e François Bausch, deixando elogios aos envolvidos.

O primeiro balanço sobre o exercício antiterrorista Vigilnat que se realizou hoje na Rockhal e em espaços adjacentes em Esch-Belval recebeu avaliação positiva das autoridades luxemburguesas. O primeiro-ministro, Xavier Bettel, esteve no local acompanhado pelo vice-primeiro-ministro e ministro da Justiça, Félix Braz, mas também pelos ministros Taina Bofferding (Interior) e François Bausch (Segurança Interna), deixando elogios aos envolvidos. "Viemos avaliar a situação no local, porque é importante que todos nós, responsáveis pela tutela de diferentes serviços aqui em ação, saibamos como se age em situações deste género. Agradeço o bom trabalho de todos, uma avaliação mais aprofundada será feita proximamente, mas, pelo que vimos, o plano de vigilância nacional sobre ameaças de ações terroristas funciona muito bem", afirmou Bettel.

"Trata-se de um exercício muito importante para testar sobretudo a cooperação entre a polícia e os serviços de socorro", considerou Braz. "Foi uma situação muito realista e vamos retirar ilações para, se for caso disso, alterar alguma coisa", acrescentou.

O teste, lembrando o sucedido no Bataclan de Paris a 13 de novembro de 2015, partia de um "terrorista" com um colete de explosivos e outros quatro que disparavam "armas automáticas" no interior da Rockhal, procurando causar o maior número possível de vítimas (disfarçadas com a ajuda de maquilhagem). A partir daqui era desencadeado o alarme, sem esquecer 50 chamadas simuladas para a central de emergências, sendo testada, sobretudo, a eficácia da coordenação entre os serviços de socorro e a polícia. O balanço fictício da simulação apontou para 100 mortos (65 figurantes e 35 manequins) e 102 feridos, 59 em estado grave, 28 intermédios e 15 ligeiros.

A polícia grã-ducal divulgou imagens do interior da Rockhal, desde o concerto até a vítimas simuladas, sem esquecer a fuga de espectadores após serem ouvidos disparos e a sua intervenção no local. 

O exercício, que contou com mais de mil figurantes, acima de três centenas de bombeiros e pessoal de socorro (incluindo 100 vindos de França e da Bélgica), mais de uma centena de veículos dos serviços de saúde e quase 300 polícias de diferentes unidades, englobou a montagem de postos de comando, integração dos reforços transfronteiriços, um posto de trânsito para primeira assistência e triagem dos feridos, um posto médico avançado e um espaço para acolhimento das vítimas sem ferimentos, treino da central de socorro a emergências e célula de crise no Centre Hospitalier Emile Mayrisch.

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