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AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas
Luxemburgo 4 min. 08.04.2021

AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas

AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas

Foto: AFP
Luxemburgo 4 min. 08.04.2021

AstraZeneca. Luxemburgo entre os países europeus com menos reações reportadas

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O Grão-Ducado reportou à plataforma de vigilância farmacológica europeia 40 casos de reações adversas, em termos gerais, à vacina do grupo anglo-sueco, em mais de 21 mil pessoas que tomaram a vacina, até à semana de 29 de março.

O Luxemburgo é um dos países europeus com menos reações reportadas à vacina da AstraZeneca.

De acordo com a plataforma europeia de vigilância de reações adversas aos medicamentos, da Agência Europeia do Medicamento (EMA), EudraVigilance, o Grão-Ducado reportou, até 3 de abril, apenas 40 casos de reações à vacina.

O relatório não detalha, por país, quais as reações registadas nem a sua gravidade, se são ligeiras ou severas, apresentando esses dados de forma mais específica a nível europeu, e distinguindo-o entre espaço económico europeu e espaço não-económico europeu.

No que respeita ao Luxemburgo, o país é o quarto de uma lista de 30 países - até três casos não são listados - com menos casos individuais reportados de reações, entre leves e mais graves, à vacina. 

Portugal aparece em 11º lugar, com 535 casos, numa tabela encabeçada pelos Países Baixos, com 13.472, seguindo-se a França, com 8.701, e Itália, com 8.088. 

No sétimo lugar da tabela está a Alemanha e a Bélgica surge logo a seguir, no oitavo. Os dois países vizinhos do Luxemburgo, que tal como a França e os Países Baixos deixaram de recomendar a vacina abaixo dos 60 anos, reportaram, respetivamente, 1.950 e 1.071 reações.


(FILES) In this file photo taken on March 23, 2021 A health worker prepares a dose of the AstraZeneca/Oxford vaccine at a coronavirus vaccination centre at the Fazl Mosque in southwest London, on the first anniversary of the first national Covid-19 lockdown. - AstraZeneca said on April 7, 2021, that two studies conducted by British and European regulators "reaffirmed" that the benefits of its vaccine "far outweigh the risks" despite finding a possible link to rare blood clots. "Overall, both of these reviews reaffirmed the vaccine offers a high-level of protection against all severities of COVID-19 and that these benefits continue to far outweigh the risks," the British/Swedish company said in a statement. (Photo by DANIEL LEAL-OLIVAS / AFP)
Luxemburgo mantém vacinação com AstraZeneca para mulheres e homens de todas as idades
Ao contrário do Luxemburgo, que mantém a vacinação com o fármaco da AstraZeneca para todas as idades, a Bélgica vai administrar a vacina a maiores de 55 anos durante as próximas quatro semanas.

Note-se, no entanto, que os casos registados no EudraVigilance devem ser lidos em linha com a população existente em cada país, e, acima de tudo, de acordo com a evolução do próprio processo vacinal nos diferentes estados, sendo que a vacina da AstraZeneca não é a única a ser administrada nem a única a gerar reações adversas.

No Luxemburgo, e segundo os dados do Ministério da Saúde, apresentados no balanço semanal, foram administradas doses (uma ou duas) de vacinas da AstraZeneca a 21.600 pessoas, desde que começou o processo de vacinação até à semana de 29 de março. Face a esse valor, uma vez que os dados reportados à plataforma europeia de vigilância farmacológica datam de 3 de abril, o peso das reações reportadas foi de 0.18%.

No total, na Europa, a AstraZeneca é a que tem mais casos reportados de reações adversas: 133.310. Seguem-se as da Pfizer, tendo sido reportadas, no total, 127,789 reações adversas a esta vacina, por comparação com 11.545 reações reportadas relativas à vacina da Moderna.


Covid-19. EMA conclui "possível ligação" de vacina da AstraZeneca e coágulos
A Agência Europeia do Medicamento (EMA) concluiu esta quarta-feira que existe uma “possível relação” entre a vacina contra a covid-19 da farmacêutica AstraZeneca e a formação de “casos muito raros” de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco.

  A Agência Europeia do Medicamento assumiu esta quarta-feira que existe uma “possível relação” entre a vacina contra a covid-19 da farmacêutica AstraZeneca e a formação de “casos muito raros” de coágulos sanguíneos. 

“A EMA encontrou uma possível relação [entre esta vacina] e casos muito raros de coágulos de sangue incomuns com plaquetas sanguíneas baixas”, mas “confirma que o risco-benefício global permanece positivo", referiu o organismo em comunicado e em conferência de imprensa ao início da tarde.

De acordo com a entidade europeia foram registados, depois da toma da vacina da AstraZeneca, 62 casos de trombose do seio venoso cerebral e 24 casos de trombose venosa esplâncnica até 22 de março, bem como 18 mortes, num universo de cerca de 25 milhões de vacinados na UE, Espaço Económico Europeu e Reino Unido.  

À exceção da Letónia e da Bulgária, onde a AstraZeneca é a vacina mais administrada, segundo os dados do Centro de Controlo Europeu de Doenças (ECDC), nos restantes países da União Europeia, a Pfizer lidera as doses distribuídas. Tanto no Luxemburgo, como em Portugal o seu peso no processo vacinal é de 60%, o da AstraZeneca é de 30% e o restante é atribuído à vacina da Moderna.


Portugal alerta países que decisões sobre vacina da AstraZeneca “afetam todos”
A presidência portuguesa da União Europeia alertou esta quarta-feira os Estados-membros que “decisões individuais afetam todos” relativamente ao uso da vacina da AstraZeneca, envolta em riscos de coágulos sanguíneos, pedindo uma “posição o mais coordenada possível” entre os 27.

A informação mais atualizada, desta quinta-feira, do ECDC dá conta que foram administradas, nos países da UE, mais de 64 milhões de doses da Pfizer, enquanto da AstraZeneca foram administradas mais de 27 milhões e da Moderna mais de 10 milhões - as três vacinas que têm o aval da EMA e que já estão no mercado.

Talvez por isso a Pfizer registe, no Luxemburgo, em termos gerais, mais reações adversas que a AstraZeneca, tendo sido reportados 743 casos individuais, correspondentes a uma proporção de 1%, no total de 42.510 pessoas inoculadas com a vacina da Pfizer, no Grão-Ducado, até à semana de 29 de março. Em relação à Moderna, foram reportados, pelo país, 15 casos de reações adversas, em 7.200 vacinadas com o fármaco (0%), até à semana de 29 de março.

Portugal reportou 2.941 reações adversas da Pfizer, correspondentes a um peso de 3% nas doses distribuídas da vacina, e 149 da Moderna, correspondentes a uma proporção de 2%. O peso das reações adversas reportadas associadas à toma da vacina da AstraZeneca é de 1%.

Em caso de toma desta vacina, e tal como noticiado no Contacto, o Governo recomenda a que se esteja especialmente atento a determinados sintomas, como “falta de ar, dor no peito ou estômago, inchaço ou frieza num braço ou perna, dor de cabeça grave (ou agravada) ou ainda visão turva após a vacinação, sangramento persistente, vários pequenos hematomas, manchas avermelhadas (ou arroxeadas) ou bolhas de sangue sob a pele".

Face a estas reações deverá consultar um profissional de saúde. 




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