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ASTI reivindica medidas excecionais para trabalhadores precários
Luxemburgo 01.04.2020

ASTI reivindica medidas excecionais para trabalhadores precários

ASTI reivindica medidas excecionais para trabalhadores precários

Foto: Chris Karaba / Luxemburger Wort
Luxemburgo 01.04.2020

ASTI reivindica medidas excecionais para trabalhadores precários

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Sobretudo no setor da construção civil e da horesca, há pessoas a trabalhar sem estarem declaradas, diz associação.

Uma situação de crise fragiliza ainda mais as pessoas que estão numa situação precária. A Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) considera que é exatamente isso que se está a verificar durante a crise pandémica provocada pela covid-19. E apela ao governo luxemburguês para tomar as medidas necessárias de forma a não deixar cair ninguém em tempos de crise.  

A associação cita como exemplo os trabalhadores que vivem em quartos arrendados por cima de cafés e os contratados em regime de trabalho temporário."Há cada vez mais pessoas com contratos de trabalho temporário no Luxemburgo. Esses trabalhadores fazem parte do grupo mais exposto a esta crise, já que os seus empregos estão relacionados com a atividade económica das empresas. Como a maioria das empresas está encerrada para tentar travar o contágio do novo coronavírus, esses trabalhadores ficam no desemprego", explica a ASTI em comunicado. 


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A associação refere ainda que estes trabalhadores, que vivem em quartos arrendados por cima de cafés e restaurantes, são maioritariamente emigrantes recém-chegados ao país, com pouco ou nenhum conhecimento das línguas mais faladas [francês, alemão, luxemburguês] e que agora estão entregues ao seu próprio destino. "Muitos desses quartos não têm cozinha comum e as refeições eram confecionadas pelo proprietário ou inquilino dos restaurantes, mas atualmente os restaurantes têm ordem de encerramento, exceto para entregas ao domicílio", sublinha a ASTI para descrever o agravamento da precariedade nestes casos.

Segundo a associação, pior mesmo só os trabalhadores clandestinos. E lembra, por exemplo, que há pessoas, sobretudo no setor da construção civil e da horesca, a trabalhar sem estarem declaradas. Esses estão excluídos de qualquer proteção social, apesar de existirem, diz a associação. 

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