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ASTI apoia as pessoas esquecidas nesta crise: os sem-papéis
Luxemburgo 08.06.2020 Do nosso arquivo online

ASTI apoia as pessoas esquecidas nesta crise: os sem-papéis

ASTI apoia as pessoas esquecidas nesta crise: os sem-papéis

Guy Jallay
Luxemburgo 08.06.2020 Do nosso arquivo online

ASTI apoia as pessoas esquecidas nesta crise: os sem-papéis

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Muitos trabalhadores que se encontram no Luxemburgo estão em situação administrativa irregular. São os chamados sem-papéis. Com o cessar das atividades económicas devido à pandemia covid-19, a situação para estas pessoas é dramática.

Segundo a Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI), estas pessoas trabalhavam antes da crise em condições não conformes à lei, não estavam declaradas na Segurança Social e tinham um salário inferior ao salário mínimo legal. 

Com o confinamento e o cessar das atividades económicas, muitos deles ficaram sem emprego, ou seja sem ordenado, mas também sem ajudas do Estado. A associação explica num comunicado, que muitos dos sem-papéis oriundos de países terceiros, têm alojamento e vivem no país com as suas famílias, tendo filhos escolarizados.

A ASTI esclarece que outros países como a Irlanda ou a Tunísia, criaram uma ajuda alimentar gratuita para estas pessoas, mas que o Luxemburgo, que é considerado um país rico, não fez nada.

Daí a ASTI ter criado permanências de distribuição de bens alimentares nas mercearias para pessoas carenciadas.Com a ajuda de donativos, a associação conseguiu recolher cerca de 10.000 euros, sendo que a Fundação Grã-Duquesa Charlotte também doou 10.000 euros. Verbas que permitiram ajudar os sem-papéis, que estavam numa situação de desespero.

Até à data, 214 pessoas dirigiram-se à ASTI, das quais 61 eram crianças, representando 105 agregados familiares. Trinta e duas famílias tinham até cinco crianças, oito famílias eram monoparentais com uma ou duas crianças, dez casais não tinham filhos, e 57 pessoas eram pessoas solteiras.

Segundo a ASTI, as pessoas eram principalmente oriundas do Brasil ou do Peru. Mas também surgiram pessoas do Senegal, Nigéria e Cabo Verde. Ainda segundo a ASTI, a maioria das pessoas estava empregada na restauração ou em campismos, sendo que 90% tem um alojamento estável. 

Note-se ainda que 75% das pessoas tiveram de pedir ajuda à Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes mais de uma vez.  

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