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Associação dos Doentes questiona vacinação de doentes vulneráveis
Luxemburgo 12.04.2021

Associação dos Doentes questiona vacinação de doentes vulneráveis

Associação dos Doentes questiona vacinação de doentes vulneráveis

Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
Luxemburgo 12.04.2021

Associação dos Doentes questiona vacinação de doentes vulneráveis

Susy MARTINS
Susy MARTINS
Organismo diz que o Ministério da Saúde tem de estabelecer diretrizes claras para estes casos.

Há doentes considerados vulneráveis à covid-19 a serem impedidos de tomar a vacina por causa da inércia de alguns médicos. A acusação é feita esta segunda-feira pela Associação dos Doentes (Patiente Vertriedung, em luxemburguês). O organismo afirma receber "cada vez mais queixas por parte de pacientes que denunciam ter tido consulta com o seu médico mas que este não os inscreveu na lista para aceder à quarta fase do plano de vacinação".

A Associação dos Doentes qualifica esta decisão de de "inaceitável" e insta a Associação dos Médicos e Médicos Dentistas (AMMD) a lembrar os seus profissionais para o papel de apoio aos pacientes e a necessidade de conhecer o estado de saúde de cada doente, para que possa acionar o procedimento necessário para a inoculação contra a covid-19. 

Sem isso, "há muitos doentes vulneráveis que, apesar de terem direito à vacina nesta fase, continuam à espera", denuncia a associação. Neste sentido, a Associação dos Doentes considera que a tutela da Saúde tem de estabelecer diretrizes claras para os casos em que os médicos recusam inscrever os doentes vulneráveis na lista de vacinação. 

O Luxemburgo já arrancou a penúltima [quinta] fase da campanha de vacinação, tendo começado a enviar os convites para os residentes entre os 55 à 64 anos na semana passada. Já as convocatórias para a quarta fase de vacinação, destinada à faixa etária 65-69 anos, começaram a chegar às caixa de correio no início do mês. A fase 4 abrange também, independentemente da idade, diabéticos e hipertensos com complicações graves e doentes neuromusculares com repercussões clínicas. Para estes, os médicos têm de atestar o seu estado de saúde para que o Ministério da Saúde envie a convocatória.  

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