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Asselborn. Visita de Pelosi a Taiwan é "uma provocação inútil à China”
Luxemburgo 2 min. 03.08.2022
Tensão

Asselborn. Visita de Pelosi a Taiwan é "uma provocação inútil à China”

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Asselborn. Visita de Pelosi a Taiwan é "uma provocação inútil à China”

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 03.08.2022
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Asselborn. Visita de Pelosi a Taiwan é "uma provocação inútil à China”

Redação
Redação
Jean Asselborn lamenta a visita da líder do Congresso americano numa altura de tensão nas relações sino-americanas.

O ministro dos Negócios Estrageiros luxemburguês classificou a visita de Nancy Pelosi a Taiwan como "uma provocação inútil à China”. 

“Esperava que esta visita nos tivesse sido poupada. Devemos esperar que não haja escalada", comentou na terça-feira à noite Jean Asselborn (LSAP) no noticiário da RTL, citado pela a edição francesa desta quarta-feira do Luxemburger Wort.


Um protestante pró-Pequim pontapeia um cartaz com o retrato de Nancy Pelosi, num protesto em frente ao consulado americano em Hong Kong.
China pressiona Taiwan com exercícios militares e sanções comerciais
Pequim retalia pela visita da líder da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos à ilha que considera ser seu território.

A visita da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos é a primeira visita ao mais alto nível de um líder político americano àquele território, reivindicado pela China, em 25 anos. Mas ocorre num período em que as relações entre Pequim e Washington são particularmente tensas, pelo que o chefe da diplomacia luxemburguesa considera que esta visita é uma “provocação inútil à China" e manifesta preocupação com uma possível escalada.

A China considerou que a visita da líder do Congresso norte-americano, Nancy Pelosi, “à região chinesa de Taiwan” demonstra uma atitude “extremamente perigosa” dos Estados Unidos e avançou com exercícios navais militares esta quinta-feira.

Num comunicado divulgado ontem pela agência noticiosa oficial Xinhua, e citado pela agência Lusa, o Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês afirmou condenar veementemente a visita de Pelosi, que “desconsiderou as severas advertências” de Pequim, e enviou "sinais errados” às “forças separatistas que procuram a independência de Taiwan”.

“[A visita] é uma grave violação ao princípio de uma só China. […] Tem um grande impacto nas relações políticas entre a China e os Estados Unidos e infringe gravemente a soberania e a integridade territorial da China, prejudicando gravemente a paz e a estabilidade em todo o estreito de Taiwan”, lê-se no comunicado, que adianta que Pequim já apresentou “fortes protestos” contra os EUA.


Avião militar dos EUA na chegada a Taiwan.
Nancy Pelosi está em Taiwan para garantir "apoio incondicional" dos EUA
"Os Estados Unidos vão ter que pagar o preço pelo ataque à soberania e segurança da China", afirmou porta-voz da diplomacia chinesa.

Apesar disso da tensão, Jean Asselborn defende que não se deve "sobrestimar esta provocação agora". "Como europeus, temos de esperar que nada de irreparável aconteça. Os chineses anunciaram manobras na região. Os americanos disseram que manteriam sua política de uma só China", disse, acrescentando que não imagina, nesta fase que chineses e os americanos embarquem "numa ação militar". 

De qualquer forma, o ministro considera que esta viagem trouxe uma quebra de confiança nas relações bilaterais entre os Estados Unidos e a China e que cabe agora à comunidade internacional e à União Europeia tentar desescalar a situação. "O nosso mundo está cada vez mais dividido em dois entre a China e a Rússia de um lado e os Estados Unidos e a União Europeia do outro."

Para o ministro dos Negócios Estrangeiros a diplomacia continua a ser um meio de resolução de problemas.

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