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Asselborn responde ao ADR: Iraquianos hão de voltar ao país se assim o entenderem

Asselborn responde ao ADR: Iraquianos hão de voltar ao país se assim o entenderem

Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 11.01.2019

Asselborn responde ao ADR: Iraquianos hão de voltar ao país se assim o entenderem

Diana Alves
Fernand Kartheiser, deputado do ADR, quis saber se não está na hora de os refugiados iraquianos que vivem no Luxemburgo voltarem ao país de origem. Jean Asselborn já respondeu e foi curto e direto: hão de voltar se assim o entenderem.

A pergunta do deputado foi endereçada ao ministro dos Negócios Estrangeiros depois de o chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, ter dito numa entrevista ao Frankfurter Allgemeine que, dada a evolução da situação no Iraque, já há condições para que os iraquianos a viver na Alemanha possam ou permanecer no país vizinho ou voltar a casa. Na questão, o deputado cita também o ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros, Ali al Hakim, que após um encontro com o homólogo alemão terá apelado aos compatriotas para que voltem ao país já que a situação de segurança é “excelente”.

Bastaram estas declarações para que o deputado do ADR perguntasse a Asselborn se o Governo luxemburguês considera que já não há razões que justifiquem a atribuição de proteção internacional aos iraquianos.

Na resposta, o ministro limitou-se a adiantar que o Governo segue de muito perto a situação política naquele país do Médio Oriente, acrescentando que neste momento não está nos planos do Governo incentivar os iraquianos que aqui vivem a abdicar do estatuto de refugiado e a regressar ao país de origem. Asselborn sublinha também que eles são livres de tomar essa decisão.

Também a pedido do deputado do ADR, o ministro dos Negócios Estrangeiros divulgou que desde 2013 o Luxemburgo concedeu o estatuto de refugiado a 664 iraquianos e proteção subsidiária a 46. O ministro acrescenta, no entanto, não poder indicar ao certo quantos vivem atualmente no grão-ducado já que, depois de lhes ser concedida proteção internacional, podem fixar-se noutro país da União Europeia.