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Asselborn defende referendo sobre a permanência da Hungria na UE
Luxemburgo 22.07.2021
Direitos sociais

Asselborn defende referendo sobre a permanência da Hungria na UE

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Asselborn defende referendo sobre a permanência da Hungria na UE

Foto: Chris Karaba/Luxemburger Wort
Luxemburgo 22.07.2021
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Asselborn defende referendo sobre a permanência da Hungria na UE

Em entrevista ao semanário alemão Der Spiegel, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que se deve realizar uma consulta para saber "se queremos tolerar [Viktor] Orbán na UE".

O ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros, Jean Asselborn, defendeu numa entrevista ao alemão Der Spiegel a realização de um referendo aos europeus sobre a permanência da Hungria na União Europeia. Esta proposta enunciada na quarta-feira surgiu como resposta à decisão do primeiro-ministro húngaro de convocar uma consulta sobre a polémica lei que proíbe a "promoção" da homossexualidade entre menores

"Devemos realizar um referendo na União Europeia para saber se queremos tolerar Orbán na UE", afirmou Jean Asselborn ao semanário alemão, reagindo desta forma à decisão do primeiro-ministro húngaro.

"Estou convencido de que o resultado seria um claro 'não'", acrescentou o ministro luxemburguês na entrevista. Para Asselborn, esta seria uma forma de resolver a disputa entre Budapeste e Bruxelas "de uma vez por todas".


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Contudo, o membro do Governo luxemburguês admitiu não haver mecanismos que permitam este tipo de referendo aos restantes cidadãos da UE e considerou que devia haver uma reflexão nesse sentido.

A mesma opinião tem Mark Rutte, primeiro-ministro dos Países Baixos, que a 24 de junho afirmou que a Hungria "já não tem lugar na União Europeia".

"Para mim, a Hungria já não tem espaço na UE", disse Rutte, em Bruxelas, após vários líderes europeus, incluindo o primeiro-ministro holandês, assinarem uma carta a rejeitar a polémica lei húngara.


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A expulsão de um país membro da União Europeia não está prevista nos Tratados e tem de ser o Governo de um país a pedir a sua própria saída, como fez o Reino Unido após um referendo realizado há cinco anos.


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