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Asselborn compara Brexit a "pasta de dentes"
Luxemburgo 3 min. 08.04.2019

Asselborn compara Brexit a "pasta de dentes"

Asselborn compara Brexit a "pasta de dentes"

Foto: Guy Jallay
Luxemburgo 3 min. 08.04.2019

Asselborn compara Brexit a "pasta de dentes"

Na véspera da visita de Theresa May à França e à Alemanha, o ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês não resisitiu a fazer uma piada sobre os ingleses na reunião dos chefes da diplomacia europeia, esta segunda-feira, no Luxemburgo.

Numa altura em que todos os olhos estão voltados para o Reino Unido, numa semana decisiva para o Brexit, os ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE) reuniram-se esta segunda-feira de manhã no Luxemburgo, dois dias antes de uma cimeira extraordinária da UE. Jean Asselborn não resisitiu a fazer uma piada com os ingleses: "Os britânicos fizeram do acordo um 'não acordo'. Agora querem voltar ao acordo. É como a pasta de dentes: sai do tubo com facilidade, mas é difícil voltar a entrar. De qualquer forma, estamos a fazer o nosso melhor para ajudar", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, à saída do encontro.


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Portugal defende que a União Europeia deve conceder ao Reino Unido a extensão do prazo de saída que Londres solicitar, sem entrar numa “lógica de condicionalidade muito restrita”, declarou hoje o ministro dos Negócios Estrangeiros Augusto Santos Silva.

“Nós não somos muito partidários de condicionalidades muito restritas. Já fomos vítimas dessa lógica da condicionalidade muito restrita. E, portanto, é evidente que se o Reino Unido quiser uma extensão do prazo que vá além da data das próximas eleições europeias (23 a 26 de maio), o Reino Unido tem de realizar eleições europeias, mas pensamos que não devemos acrescentar a essas condições (outras) condições que fossem demasiado penalizadoras da posição britânica”, afirmou Augusto Santos Silva, no Luxemburgo.


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No início de uma semana marcada por mais uma cimeira consagrada ao Brexit, na qual os 27 Estados-membros se vão pronunciar sobre o mais recente pedido de extensão do Artigo 50º apresentado pela primeira-ministra Theresa May, Santos Silva, que se deslocou ao Luxemburgo para um encontro de chefes de diplomacia da UE, indicou que manteve uma “pequena reunião” com o seu homólogo britânico, Jeremy Hunt, a quem reiterou “que a posição portuguesa é muito simples”.

“Nós entendemos que o Reino Unido tem um problema, não propriamente com a União Europeia, mas, como eu costumo dizer, consigo próprio. Isto é, tem de definir o que quer para o seu próprio futuro, para a sua relação futura com a UE. E, do ponto de vista português, a UE deve dar ao Reino Unido o tempo de que o Reino Unido precisa para tomar ele próprio uma decisão sobre o seu futuro”, declarou.

Desse modo, apontou, a posição portuguesa, “que já foi expressa pelo primeiro-ministro no último Conselho Europeu, é (…) muito favorável a que o Reino Unido tenha a extensão do prazo de saída pelo tempo que for necessário para que o seu processo político de decisão interna seja concluído”, admitindo Portugal que essa extensão possa ser “significativa”.


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Lembrando que a questão será agora tratada ao nível de chefes de Estado e de Governo da UE, no Conselho Europeu extraordinário agendado para a próxima quarta-feira, a sensivelmente 48 horas do novo prazo que a UE dera ao Reino Unido para abandonar o bloco europeu caso o parlamento britânico não aprovasse o Acordo de Saída, Santos Silva afirmou que a atitude de Portugal será “uma vez mais contribuir para que haja um consenso, neste caso a unanimidade necessária” a 27.


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Theresa May formalizou na sexta-feira um segundo pedido de prorrogação da data de saída do Reino Unido da União Europeia (UE) até 30 de junho, indicando estar a preparar-se para realizar eleições europeias em maio. No Conselho Europeu de quarta-feira, em Bruxelas, os dirigentes dos 27 vão dar a sua opinião sobre a questão do adiamento e da sua duração, numa altura em que se aproximam as eleições europeias.

Agências



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