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Asselborn avisa que "sistema de saúde entrará em colapso", caso Alemanha inclua a Moselle na lista vermelha
Luxemburgo 2 min. 21.02.2021

Asselborn avisa que "sistema de saúde entrará em colapso", caso Alemanha inclua a Moselle na lista vermelha

Asselborn avisa que "sistema de saúde entrará em colapso", caso Alemanha inclua a Moselle na lista vermelha

Foto: AFP
Luxemburgo 2 min. 21.02.2021

Asselborn avisa que "sistema de saúde entrará em colapso", caso Alemanha inclua a Moselle na lista vermelha

Apesar da oposição frontal dos governos do Sarre, da Moselle e do próprio Luxemburgo, Berlim pode mesmo vir a impôr um teste obrigatório a qualquer residente do departamento francês. O ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo já veio alertar para os prejuízos que a decisão terá na Grande Região. Diz até que o Sistema de Saúde pode colapsar.

Com uma da piores taxas de incidência de toda a França, a Moselle arrisca entrar na lista vermelha da Alemanha já a partir desta segunda-feira. A notícia surge em destaque em toda a imprensa germânica, precisamente na véspera da reunião em que o Executivo de Angela Merkel irá decidir se deve ou não rever o nível de alerta para a região, na nova batalha contra a propagação das recentes variantes da covid-19. 

Divulgado pelos jornais do grupo Funk, o relatório em que as autoridades traçam o perfil eminentemente perigoso do departamento francês levanta um eventual encerramento das fronteiras ente o Sarre e a Moselle, com os testes obrigatórios a surgir como solução para o movimento dos milhares de trabalhadores fronteiriços da Grande Região. 

O Luxemburgo alerta para o alto risco da decisão. Já na semana passada, o próprio primeiro-ministro do Sarre alemão comprometeu-se a fazer tudo o que estivesse ao seu alcance "para evitar controles de fronteira como na primavera de 2020". A primeira-ministra da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer, também já torceu o nariz. 

A decisão final toma Berlim. 

Alerta, colapso 

Na reação ao eventual encerramento das fronteiras, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, vai direto ao ponto: "o sistema de saúde em Luxemburgo entrará em colapso", caso "60% dos funcionários dos nossos hospitais, lares de idosos e instalações de cuidados, não puderem mais entrar". Virada para a prevenção e para o rastreio, o governante luxemburguês argumenta que  "os testes devem ser realizados, mas temos que fazer tudo o que pudermos para garantir que os passageiros possam chegar aos seus locais de trabalho sem restrições". 

Em entrevista à rede editorial Germany (RND / Sonntag), Asselborn puxou dos galões de membro fundador da União Europeia, para recordar que "Alemanha, Luxemburgo, França e Bélgica criaram o espaço Schengen". Nesse sentido, lembra que "todos os dias, 100 mil pessoas da França, 50 mil da Alemanha e 50 mil da Bélgica viajam apenas para o Luxemburgo" e que portanto "não devemos tornar a vida desnecessariamente difícil para as centenas de milhares de passageiros que cruzam a fronteira". 

Moselle: uma das taxas mais elevadas de França 

Até aqui, o departamento que também é vizinho do Luxemburgo está classificado um pouco abaixo da escala de risco alemã, como uma simples "zona de risco". 

No entanto, a Moselle tem uma das taxas de incidência mais elevadas de França, com cerca de 283 infecções por 100.000 habitantes, em comparação com 175 para a região de Grand Est e 190 a nível nacional. 

Muito abaixo, depois de um regresso ao confinamento, a Alemanha tem uma média nacional de cerca de 60 casos. 

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