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Asselborn apela à libertação da capitã do Sea Watch
Luxemburgo 29.06.2019 Do nosso arquivo online

Asselborn apela à libertação da capitã do Sea Watch

Asselborn apela à libertação da capitã do Sea Watch

Foto: AFP
Luxemburgo 29.06.2019 Do nosso arquivo online

Asselborn apela à libertação da capitã do Sea Watch

Ministro dos Negócios Estrangeiros dirige mensagem no Facebook ao seu homólogo italiano em que afirma que "salvar vidas é um dever e nunca pode ser um crime".

O ministro luxemburguês dos Negócios Estrangeiros pediu no Facebook a liberdade de Carola Rackete, capitã do navio humanitário Sea Watch 3, detida esta madrugada em Itália. Jean Asselborn dirigiu o apelo ao seu homólogo italiano Enzo Moavero Milanesi. 

Na mensagem, o representante luxemburguês afirmou que “salvar vidas é um dever e nunca pode ser um crime” numa referência aos 40 migrantes resgatados em alto mar que se encontravam na embarcação. Contra a detenção de Rackete, Asselborn escreveu a Milanesi que crime é não salvar vidas humanas. De seguida, recordou que o Luxemburgo está solidário com Itália no que concerne a receber migrantes resgatados no Mediterrâneo.

O barco Sea Watch 3, da ONG alemã com o mesmo nome, entrou esta madrugada no porto da cidade italiana de Lampedusa sem autorização invocando razões humanitárias para poder desembarcar os 40 imigrantes que permaneciam na embarcação há 17 dias. A capitã, Carola Rackete, de 31 anos, atracou o barco às 1h50 (hora local) e foi detida por agentes italianos acusada de “resistência ou violência contra um navio de guerra”, delito que implica uma sentença de três a dez anos.

O barco humanitário que entrou em águas italianas há 48 horas esperava ancorado perto do porto de Lampedusa (pequena ilha no sul de Itália) por uma autorização para desembarcar os imigrantes resgatados em alto mar no passado dia 12 de junho numa situação que se degradava a bordo dia após dia.

Rackete descreveu como mau o estado físico e psicológico dos 40 migrantes que estavam a bordo, depois de terem sido evacuados, por motivos médicos, um jovem com fortes dores abdominais e o seu irmão de 11 anos. O governo italiano negou-se a autorizar o desembarque dos resgatados enquanto não houvesse um acordo com outros países europeus que os acolhessem.

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