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Assegurar o gás e a eletricidade são as grandes preocupações de Bettel
Luxemburgo 3 min. 02.09.2022
Crise energética

Assegurar o gás e a eletricidade são as grandes preocupações de Bettel

O ministro da Energia, Claude Turmes, e o primeiro-ministro, Xavier Bettel pedem medidas urgentes europeias para a crise energética.
Crise energética

Assegurar o gás e a eletricidade são as grandes preocupações de Bettel

O ministro da Energia, Claude Turmes, e o primeiro-ministro, Xavier Bettel pedem medidas urgentes europeias para a crise energética.
Foto: Marc Wilwert/Luxemburger Wort
Luxemburgo 3 min. 02.09.2022
Crise energética

Assegurar o gás e a eletricidade são as grandes preocupações de Bettel

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
O abastecimento energético “não pode ser posto em causa”, diz o primeiro-ministro realçando que o país “não pode resolver a crise sozinho”. A solução é europeia.

Se as ameaças do corte do abastecimento de gás russo se concretizarem o Luxemburgo “estará menos exposto ao risco do que outros países” garantiram o Primeiro-ministro e o ministro da Energia na conferência de imprensa, no início desta tarde, sobre o ponto da situação da crise energética.

“A questão da energia estará na ordem do dia até ao fim da crise”, realçou Xavier Bettel declarando que o abastecimento energético no país, “não pode ser posto em causa” e que o Governo tudo fará para garantir gás e eletricidade aos residentes.  

"O apagão é o grande medo dos residentes, o preço é também uma preocupação. A energia deve continuar a ser acessível”, e "não pode tornar-se um luxo" enfatizou o governante.  

Contudo, lembrou: “O Luxemburgo não pode resolver a crise sozinho e as soluções têm de ser encontradas ao nível da Europa”.

A segurança no fornecimento do gás não é a única prioridade. “A eletricidade é uma das preocupações", disse o ministro devido à crise do gás e ao verão seco. Em alguns países cerca de 20% da produção de eletricidade depende do gás, e se este estiver menos disponível é preocupante, pode afetar além de que o preço da eletricidade subirá também. Por outro lado, o verão foi muito seco e as centrais hidroelétricas podem não fornecer tanta energia como antes, sobretudo na Escandinávia, que fornece o mercado europeu, explica o ministro Claude Turmes. Também a França tem um grande problema de corrosão nas suas centrais nucleares, lembra. 

Neste momento, a Alemanha está a realizar um teste de stress à sua  eletricidade, está a verificar se é suficiente para este inverno e os resultados servirão para os outros países. Perante todos estes constrangimentos, se houver riscos de falhas, o ministro adianta que se terá  lançar campanhas europeias de poupança para a luz, tal como está a desenvolver para o gás.

Solução europeia 

Na próxima sexta-feira decorre uma reunião extraordinária dos ministros de energia da UE para debater soluções para a crise energética que terão de ser rapidamente encontradas. No encontro o ministro da Energia vai defender a posição do Luxemburgo, lutando pela melhor solução para a Europa e também para o país.


As ajudas para o aumento dos preços serão conhecidas a 18 de setembro
Só depois da reunião tripartida, a meio setembro, serão decididos os apoios à população para mitigar o aumento explosivo de preços de gás e eletricidade.

“Precisamos de soluções que permitam manter as fronteiras abertas e evitar crises de abastecimento”, salientou Claude Turmes, lembrando que as reservas de gás na UE são utilizadas coletivamente e que a solução passa pela otimização de uma plataforma comum de compra de gás na UE. Se estiverem garantidas as reservas de gás “a chantagem de Putin cairá, porque não teremos mais escassez de gás”, sublinhou o ministro.

Na próxima quinta-feira o Governo dará a conhecer os detalhes da campanha de poupança de gás no país, direcionada a todos e aos cidadãos. O objetivo é reduzir 15% o consumo. Se falhar outras medidas terão de ser tomadas.

Quanto às ajudas para fazer face ao aumento dos preços do gás e eletricidade elas só serão anunciadas após a reunião tripartida que decorrerá de 18 a 20 de setembro. Bettel promete “apoios concretos” para os mais desfavorecidos e classe média, mantendo os empregos e que todos possamos estar em segurança até depois do inverno”.

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