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Assaltos a casas. Estes são os cantões mais perigosos
Luxemburgo 2 min. 28.11.2022
Criminalidade

Assaltos a casas. Estes são os cantões mais perigosos

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Assaltos a casas. Estes são os cantões mais perigosos

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 2 min. 28.11.2022
Criminalidade

Assaltos a casas. Estes são os cantões mais perigosos

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Saiba quais são os cantões com mais assaltos a residências e arrombamentos no Luxemburgo, segundo os dados do Statec. E, não importa a condição económica das vítimas, todas as casas podem ser assaltadas.

Só neste fim-de-semana ocorreram cinco assaltos a residências e a caves em várias regiões do país. Contudo, os assaltantes têm preferência por determinados cantões, nomeadamente os mais populosos, de acordo com os resultados de um inquérito sobre segurança do Instituto de Estatísticas do Luxemburgo (Statec). Com a chegada do inverno, quando os dias são mais curtos, as autoridades alertam para a possibilidade de assaltos a pessoas, casas e bens.


Vários assaltos no Luxemburgo durante o fim de semana
Habitações, viaturas e várias caves.

Ao contrário do que se possa pensar, as vítimas não se concentram nas classes mais ricas ou favorecidas. Nesta criminalidade, a condição socioeconómica não é relevante e todas as habitações podem ser alvo de roubo.

"Quase 31% dos agregados familiares do país revelou já ter sido vítima de um ou vários destes delitos, assaltos a casa, roubo de viaturas ou fraudes com cartões bancários", indica o Statec.

Quais, são, então, os cantões que mais sofrem dos crimes de invasão e roubo de residências? Os do sul do país, nomeadamente, do Luxemburgo, Remich e Esch-sur-Alzette. 

Já os do norte, como os de Clervaux e Viaden, são mais seguros, indicam os resultados do inquérito do Statec revelados na semana passada. 

Cantões com mais assaltos a residências.
Cantões com mais assaltos a residências.
Fonte Statec

No cantão do Luxemburgo, que lidera o número de assaltos ou tentativas de assalto, 17% dos inquiridos já viram a sua casa ser invadida e assaltada. 

Esta clivagem 'Norte-Sul' poderá estar ligada à maior densidade populacional no sul do que no norte, estima o Statec. Enquanto no cantão do Luxemburgo e Esch-sur-Alzette existem 812 e 763 habitantes por quilómetro quadrado, respetivamente, no norte do país existem menos de uma centena de habitantes por quilómetro quadrado. 

À partida poder-se-á supor que os assaltantes escolhem as residências das classes mais ricas para roubar, em vez das casas das classes mais desfavorecidas. Só que não é assim: não existe correlação entre os rendimentos económicos das famílias e assaltos a casas, roubos de viaturas, ou mesmo furto de objetos no interior dos automóveis. Ou seja, todos os residentes podem ser alvo destes roubos no Luxemburgo.


Como evitar assaltos durante o inverno? Polícia dá dicas úteis
O horário de inverno está de volta e, com ele, os dias mais curtos. Uma altura do ano que, segundo a polícia, pode ser mais propícia a assaltos.

A insegurança está a aumentar no país, com quase um em cada dois residentes a terem sido assaltados nos últimos cinco anos, segundo o Statec, alertando que 28% dos residentes no país já foram roubados, em furtos diretos, com ou sem violência. 

As fraudes com cartões bancários ou operações bancárias na internet constituem a criminalidade mais frequente no país. De igual modo, é nos cantões com mais pessoas que os assaltos ocorrem com mais frequência. 

Contudo, comparando os últimos dados de 2019/2020 com os de 2013, do anterior inquérito, constata-se que o número de pessoas assaltadas sem violência aumentou quase um terço, enquanto os roubos com recurso à violência diminuíram para metade (de 4,o % para 2,3%).

Recorde aqui conselhos da polícia para proteger a sua casa e evitar o risco de assaltos.

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Em 2021, houve 505 roubos violentos, sendo que se registaram 19 assaltos à mão armada, ocorridos sobretudo em estações de serviço. Os assaltos a habitações desceram e houve uma ligeira subida nos delitos contra pessoas, tendo sido registados três homicídios.
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