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As artes marciais vêm ao Luxemburgo

As artes marciais vêm ao Luxemburgo

Luxemburgo 1 3 min. 11.12.2018

As artes marciais vêm ao Luxemburgo

“Desde pequeno que sentia uma grande curiosidade e inclinação para as artes marciais. Como não sabia bem qual escolher, há cerca de um ano optei pela MMA que é um misto de todas e exige grande concentração porque engloba várias técnicas”, explica Bruno Vieira, de 22 anos. Nascido e a viver em Strassen, na periferia da capital, exerce a profissão de ladrilhador e garante que não vai perder a próxima competição no Festival FAMAL & LFC, marcada para este sábado.


Com grande assiduidade nos treinos, Bruno faz um balanço “positivo” dos primeiros 12 meses como praticante, assumindo que “quer aprender” e “continuar a evoluir” na modalidade. Sobre o evento do próximo dia 15, mostra-se convicto de que será ótima oportunidade. “Vão estar no ringue alguns lutadores conceituados que certamente irão proporcionar bons combates. Penso que vai valer a pena assistir ao evento”, diz. “Sempre que posso também vejo combates de várias competições internacionais na televisão. Aquilo é demais... são muito duros e alguns mesmo violentos. É preciso ser mesmo muito bom para se chegar àquele nível”, afirma. “Existe a hipótese de irmos fazer um estágio à Tailândia para treinar e assistir a combates. Se tiver possibilidades, não quero perder a oportunidade de realizar um dos meus sonhos”, precisa.

Um ano à procura de evolução

Nélson Leal, de 25 anos, é natural do Porto e reside no Luxemburgo há quatro. Trabalha no setor da logística do Hospital de Esch-sur-Alzette e, tal como Bruno Vieira, frequenta há um ano, três vezes por semana, as aulas de MMA. “Comecei a interessar-me por artes marciais já há algum tempo, mas só decidi praticar mais a sério muay thai e boxe há cerca de um ano. Além de manter a forma física, considero importante saber defender-me”, destaca. Por outro lado, “a autoestima também aumenta, sobretudo quando se nota evolução em vários aspetos”.

Apesar de não participar na segunda edição do Festival FAMAL & LFC, que engloba combates de boxe, kickboxing e MMA (misto de artes marciais) por falta de adversário adequado ao seu peso-pluma, Nélson sente-se motivado para continuar a treinar e evoluir sob as ordens do treinador Luís Lourenço, mais conhecido por ’Bif’. Regozija-se com a qualidade dos treinos, esperando um dia subir ao ringue para combater: “Somos de nacionalidades diferentes, mas o ambiente é bom. Os níveis de competitividade são elevados e os treinos intensos e produtivos. Quero continuar a melhorar e a preparar-me a cada treino. Quando combater, quero sentir-me seguro para defrontar os adversários”, conclui.

O lutador que também é instrutor

Luís Pereira, de 29 anos, nasceu no Grão-Ducado e vive na capital. Pratica MMA há uma década e, ao contrário de Bruno e Nélson, já combateu algumas vezes em competições de muay thai em 2010. Entretanto, a vida mudou e desde então não sobe ao ringue, mas continua fiel à prática das artes marciais. É um dos instrutores que ajudam o técnico a conduzir alguns treinos em Sandweiler. 

“Comecei a praticar muay thai por influência de amigos e nunca mais parei”, relembra. “Naquela altura, tive alguns problemas e o muay thai foi muito importante para mim. Necessitava de autodisciplinar-me, dar um rumo novo à minha vida e os treinos representaram algo de muito importante para mim. Cheguei a combater, mas depois casei-me, vieram os filhos e isso acabou por me afastar da competição que exige muito tempo de preparação. Ultimamente venho duas a três vezes ao treino, porque continuo a gostar muito da modalidade”, diz.

“O muay thai é uma arte marcial difícil que exige treino e dedicação. A aprendizagem é constante e é por isso que gosto de ajudar os mais jovens a descobrir a modalidade. À medida que vão praticando, o entusiasmo cresce e a motivação também. E temos alguns jovens praticantes com capacidade para chegar longe no futuro”, conclui.

Álvaro Cruz (texto) e Sibila Lind (vídeo)

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