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Apenas 2% da população luxemburguesa esteve em contato com o coronavírus
Luxemburgo 2 min. 07.05.2020

Apenas 2% da população luxemburguesa esteve em contato com o coronavírus

Apenas 2% da população luxemburguesa esteve em contato com o coronavírus

Foto: Gerry Huberty
Luxemburgo 2 min. 07.05.2020

Apenas 2% da população luxemburguesa esteve em contato com o coronavírus

Patrick JACQUEMOT
Patrick JACQUEMOT
Este é um dos primeiros resultados do estudo CON-VINCE lançado a nível nacional. Das 1.800 pessoas que participaram nestes testes, apenas cinco foram detectadas positivas para a covid-19. Segundo os cientistas estamos perante "uma baixa taxa de infecção" no Grão-Ducado.

Lançado há apenas três semanas, o estudo CON-VINCE já está a permitir ter um maior conhecimento sobre a situação da propagação do coronavírus no Grão-Ducado. Apenas 0,3% dos homens e mulheres deste painel apresentaram resultados positivos no teste ao vírus. A maioria deles apresentava apenas sintomas ligeiros da infeção ou eram mesmo assintomáticos. 

É para a existência de portadores assintomáticos do vírus que os investigadores do estudo e a autoridades sanitárias alertam: O Luxemburgo tem uma baixa taxa de infeção, mas é possível que o vírus se possa propagar sem que os habitantes se apercebam disso. "Estimamos, portanto, que 1.449 pessoas no Luxemburgo podem estar infetadas sem saber (não incluindo os trabalhadores transfronteiriços)" nota Rejko Krüger, responsável pelo estudo CON-VINCE. Essas pessoas "podem infetar outras pessoas sem sequer o saberem".

Para o investigador, isto sublinha a necessidade de uma estratégia que aposte nos testes à população em grande escala. A boa notícia é que a operação já está a ser lançada a nível nacional. 


Testes a toda a população do Luxemburgo devem começar a 19 de maio
Governo garante proteção de dados de todos os testados.

É preciso que os infetados assintomáticos do vírus possam ser identificados e isolados, "idealmente isto deve ser feito antes de as pessoas regressarem aos seus locais de trabalho", defende o responsável. 

 O estudo mostrou que 35 dos analisados (1,9%) tinham anticorpos contra a SRA-CoV-2. Isto indica que podem ter estado em contacto com o vírus nas últimas semanas. "Mas é importante sublinhar que a presença de anticorpos não é uma prova de que as pessoas são imunes", alerta Krüger. Com efeito, seis meses após o aparecimento oficial dos primeiros casos na China, ninguém sabe quanto tempo os anticorpos permanecem no sangue e qual a sua eficácia contra o vírus. 

O que se segue? O projecto de investigação luxemburguês ainda se encontra na sua fase inicial. Durante dois meses, a amostra de população seleccionada será controlada regularmente. Sempre com vários testes. O mesmo acontecerá dentro de um ano. A ideia é ainda avaliar a prevalência e a dinâmica da propagação da covid-19 que, até à data, já fez oficialmente 98 vítimas no Grão-Ducado, num total de 260.000 mortes em todo o mundo. 

 

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