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Após protesto da OGB-L : Abonos vão ser indexados ao salário médio
Luxemburgo 2 min. 02.07.2015

Após protesto da OGB-L : Abonos vão ser indexados ao salário médio

Após protesto da OGB-L : Abonos vão ser indexados ao salário médio

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 2 min. 02.07.2015

Após protesto da OGB-L : Abonos vão ser indexados ao salário médio

Os abonos vão ser periodicamente adaptados à evolução do salário médio luxemburguês. A garantia foi dada pela ministra da Família, depois de a central sindical OGBL ter dado conta do "esquecimento" do Governo, que deixou de fora do projecto-lei adoptado a 12 de Junho o mecanismo de indexação acordado com os sindicatos.

Os abonos vão ser periodicamente adaptados à evolução do salário médio luxemburguês. A garantia foi dada pela ministra da Família, depois de a central sindical OGBL ter dado conta do "esquecimento" do Governo, que deixou de fora do projecto-lei adoptado a 12 de Junho o mecanismo de indexação acordado com os sindicatos.

"Tínhamos acordado que os abonos seriam no futuro adaptados periodicamente à evolução do salário médio. Mas este mecanismo [que substitui a indexação] não está previsto no texto sobre a reforma dos abonos de família", explicou o presidente da OGBL, André Roeltgen, durante a reunião de quarta-feira com a ministra da Família, Corinne Cahen.

"Não aceitamos que o mecanismo caia no esquecimento", disse o presidente da OGBL, que assinou o acordo com o Governo em Novembro de 2014, juntamente com outros sindicatos.

Ao fim de meia hora de reunião, "a ministra deu ouvidos" à reivindicação da OGBL.

"Vamos respeitar o acordo bipartido", disse Corinne Cahen, lembrando que esta matéria vai para além dos abonos de família, já que o mecanismo de adaptação dos abonos vai ter em conta os "cheque-serviço" e a gratuitidade das creches bilingues.

Reforma da licença parental só depois das férias do Verão

O presidente da OGB-L lamentou também o desfasamento da entrada em vigor das reformas nesta matéria: enquanto os subsídios de educação e maternidade chegaram ao fim a 1 de Junho, não sabe ainda quando o governo aprovará as novas regras sobre a licença parental.

A ministra foi prudente na resposta. "Não posso prometer, mas obviamente que desejo que entre em vigor o mais breve possível", disse Corinne Cahen. Mas "o texto do projecto de lei não vai dar entrada na Câmara dos Deputados antes das férias do Verão, porque dissemos aos parceiros sociais que antes disso vamos falar com eles", acrescentou a ministra.

"A ministra disse-nos que vai fazer tudo para que a nova licença parental entre em vigor o mais tardar a 1 de Janeiro de 2016", complementou André Roeltgen.

A reforma da licença parental prevê que os pais recebam entre 1.922 e 3.200 euros mensais para tomar conta dos filhos em casa, a tempo inteiro. A licença parental pode ser gozada em simultâneo por ambos os pais até aos seis anos da criança.


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