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Antibióticos. Luxemburgo continua a ser um grande consumidor

Antibióticos. Luxemburgo continua a ser um grande consumidor

Foto: Shutterstock
Luxemburgo 13.05.2019

Antibióticos. Luxemburgo continua a ser um grande consumidor

Susy TEIXEIRA MARTINS
Susy TEIXEIRA MARTINS
O consumo de antibióticos está em queda no Luxemburgo, mas mesmo assim o país continua a ser um grande consumidor deste fármaco.

A prescrição de antibióticos caiu 18% em dez anos no Luxemburgo, mais precisamente entre 2007 e 2017. No entanto, o Grão-Ducado situa-se em sétima posição dos 28 países analisados, que mais antibióticos consumem, segundo um estudo do Centro Europeu de Prevenção.

Em resposta a uma pergunta parlamentar do deputado socialista, Mars di Bartolomeo, o ministro da Saúde, Étienne Schneider, acrescenta que junto das crianças entre 0 e 4 anos a taxa de prescrição diminui 31%, enquanto que a queda é de 39% para as crianças entre 5 e 14 anos.

Consoante a estação do ano, o número de prescrições aumenta consideravelmente, sendo que no Inverno a taxa aumenta 35%, devido ao período de gripe.

O consumo excessivo e não apropriado de antibióticos cria resistências a certas bactérias. Resultado: o número de pacientes infetados por bactérias resistentes não para de aumentar na União Europeia. A título de exemplo, 39% das infeções são causadas por bactérias contra as quais nem os antibióticos mais potentes são eficazes.

O ministro da Saúde relembra que o Governo aprovou em 2018 um Plano Nacional Antibióticos, em vigor até 2022, e que tem como objetivo reduzir as resistências aos antibióticos no país, limitando a prescrição do fármaco.

Para além do Plano Nacional, tem havido pelo menos uma campanha de sensibilização por ano sobre a utilização de antibióticos.

Para além de sensibilizar a população, Étienne Schneider, acrescenta ainda que os médicos e especialistas seguem regularmente formações sobre a resistência a antibióticos, o consumo e a prevenção de infeções.


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