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Alunos no Luxemburgo são os que mais estudam línguas estrangeiras
Luxemburgo 02.10.2020 Do nosso arquivo online

Alunos no Luxemburgo são os que mais estudam línguas estrangeiras

Alunos no Luxemburgo são os que mais estudam línguas estrangeiras

Foto:Guy Wolff
Luxemburgo 02.10.2020 Do nosso arquivo online

Alunos no Luxemburgo são os que mais estudam línguas estrangeiras

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O estudo da OCDE revela ainda que a taxa de reprovação do ano escolar é das piores: 32,2% dos alunos já chumbaram de ano pelo menos uma vez no Luxemburgo.

Os alunos das escolas luxemburguesas são os que passam mais tempo a estudar línguas estrangeiras, com uma média de 6,2 horas por semana. Segundo o estudo “Políticas Eficazes, Escolas de Sucesso”, divulgado recentemente pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), o Grão-Ducado tem os melhores resultados neste capítulo, bastante superior à média de 3,6 horas semanais dos países que compõem a OCDE.

Ainda de acordo com o relatório, efetuado com base nos dados do estudo PISA 2018, os alunos têm ainda em média três horas e meia de estudo das línguas do país, outras três e meia de Matemática e cerca de três de Ciências.

O estudo revela que cerca de três quartos dos estudantes (78.8%) frequentam instituições com um sistema de internet rápido, superior à média da OCDE (67,5%) e que o país tem uma média de 1,25 computadores por aluno, uma das médias mais altas.

Pela negativa, apenas cerca de 24% dos alunos inquiridos admitem ter uma plataforma de ensino eficaz nas suas escolas (OCDE: 54%). Outro problema apontado ao Luxemburgo é que cerca de metade dos alunos (55%) está em escolas com falta de funcionários, o que poderá ter influência na capacidade de ensino e aprendizagem (OCDE: 33%).

A taxa de reprovação do ano escolar é também das piores: 32,2% dos alunos já chumbaram de ano pelo menos uma vez, 5,2% das crianças não frequentaram nesse ano (2018) a escola primária ou o fizeram por um período inferir a um ano, e 14,4% dos alunos foram inscritos em programas pré-profissionais ou vocacionais.

A análise do estudo dá conta de que 82,3% dos alunos estão matriculados em escolas públicas, 15,1% em escolas privadas, mas dependentes do Governo e 2,6% em escolas totalmente privadas.

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