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Alunos do fundamental passam a ter de usar máscara nas escolas
Luxemburgo 2 min. 12.11.2020

Alunos do fundamental passam a ter de usar máscara nas escolas

Alunos do fundamental passam a ter de usar máscara nas escolas

Foto: Guy Jallay/Luxemburger Wort
Luxemburgo 2 min. 12.11.2020

Alunos do fundamental passam a ter de usar máscara nas escolas

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
As crianças desde o ciclo 2, a partir dos 6 anos, passam a ter de usar máscara quando estão em pé e se deslocam nas escolas, anunciou hoje o ministro da Educação, Claude Meisch.

Esta foi uma das novas medidas apresentadas esta quinta-feira pelo ministro da Educação, Claude Meisch.  A partir de agora, no ensino fundamental a partir do ciclo 2 e nas 'maisons relais', os alunos vão ter de usar máscara. Não necessitam de a usar quando estão sentados, mas quando se deslocam nas aulas e na escola devem usá-la, explicou esta manhã Claude Meisch.

A existência de um cenário 4 numa escola do ensino fundamental - com cinco alunos infetados - motivou a tomada da nova medida. Relembre-se que no cenário 4, um dos mais graves, pressupõe que mais de cinco crianças sejam infetadas numa turma, exigindo medidas de isolamento. 

O ministro admitiu, no entanto, recorrer ao ensino à distância se houver necessidade e reiterou que as escolas serão preparadas para tal. No entanto, estas "devem continuar abertas o mais tempo possível com os alunos a frequentá-las", declarou Meisch no balanço sobre a evolução do vírus nas escolas do país nas sete semanas desde o arranque do ano letivo, a 15 de setembro.


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Segundo o Ministério da Educação, várias equipas móveis estão a ser formadas e iniciarão as suas atividades durante a semana de 16 de novembro. Objetivo da medida é reduzir o tempo de espera na realização de testes sempre que surgir um caso numa turma.

A partir de 16 de novembro várias unidades móveis irão às escolas para testar os alunos. Mas os pais terão de dar autorização para os filhos serem testados. Nas cantinas haverá as mesmas restrições que nos restaurantes. 

"Existem cerca de 12% de infeções nas escolas e mais 40% nas famílias"  

É nos anos superiores do secundário que o vírus está mais disseminado nas escolas do Grão-Ducado. Nomeadamente, entre os 14 e os 18 anos foram detetados ao longo das sete semanas 320 casos de infeção, divulgou também o governo na conferência de imprensa desta quinta.

Em comparação com os lares, há apenas 12% de infeções ao nível das escolas, sendo que a maior parte vem de fora. "Existem cerca de 12% de infeções nas escolas e mais 40% nas famílias, e mesmo que haja infeções as escolas não são o primeiro local de contágio", acrescentou por sua vez Romain Nehs, o diretor-geral do ensino secundário.

A tomar medidas é nestes anos e com estes alunos mais velhos, afirmou Meisch. Em oposição ao secundário, o "ensino fundamental está muito menos afetado do que o ensino secundário e se houver necessidade de adotar medidas será no secundário", vincou. Nos anos superiores, o vírus tem circulado mais fortemente, sem diferença entre o clássico, o geral e o profissional. Nos liceus mistos do centro do país há mais casos do que no sul, e uma das hipóteses pode estar relacionada com o ensino técnico, acrescentou ainda o ministro. 


"Existem cerca de 12% de infeções nas escolas e mais 40% nas famílias"
"As escolas não são foco de contágio do vírus, nem o motor de propagação do vírus na sociedade", reiterou esta quinta-feira em conferência de imprensa o ministro da Educação, Claude Meisch.

Deste modo, "as escolas não são foco de contágio do vírus, nem o motor de propagação do vírus na sociedade" reiterou Claude Meisch. O ministro fez o balanço das sete semanas do ano escolar, desde o começo do ano letivo e a evoluçõ da situação da epidemia nos estabelecimentos escolares.


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