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Alemanha não fecha fronteiras com a Moselle e afasta cenário de "colapso" no sistema de saúde luxemburguês
Luxemburgo 3 min. 23.02.2021

Alemanha não fecha fronteiras com a Moselle e afasta cenário de "colapso" no sistema de saúde luxemburguês

Alemanha não fecha fronteiras com a Moselle e afasta cenário de "colapso" no sistema de saúde luxemburguês

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 3 min. 23.02.2021

Alemanha não fecha fronteiras com a Moselle e afasta cenário de "colapso" no sistema de saúde luxemburguês

Afastados os controlos e os testes PCR obrigatórios, as autoridades alemãs e francesas vão criar um grupo de trabalho para discutir as eventuais restrições a vigorar na Grande Região.

Depois de um fim-de-semana intenso, com a troca de argumentos securitários entre o governo central de Berlim, as regiões do Sarre e da Moselle e o próprio Luxemburgo, o cenário do encerramento das fronteiras entre a Alemanha e o departamento francês parece definitivamente afastado. 

Os milhares de trabalhadores fronteiriços que circulam na Grande Região podem respirar de alívio. Não só não haverá qualquer controlo fronteiriço como cai a ideia de impor um teste PCR obrigatório, feito com 48 horas de antecedência, a quem quisesse cruzar a fronteira. 

Até Paris se meteu ao barulho para evitar o cenário que o ministro dos Negócios Estrangeiros do Grão-Ducado assumiu ser de "colapso para o sistema de saúde" do país

 Trabalho conjunto 

 A alternativa é a criação de um grupo de trabalho conjunto para combater a progressão da pandemia, em coordenação com as autoridades centrais dos envolvidos. "Estamos convencidos de que podemos conter a propagação do vírus e das suas variantes com uma estratégia de testes transfronteiriços", voltou a vincar o primeiro-ministro do Sarre, Tobias Hans. 

Além do próprio, o grupo que pretende coordenar a estratégia anti-covid na Grande Região vai contar com os pareceres do ministro da Saúde alemão Jens Spahn e do seu homólogo francês Olivier Véran. Ainda do lado alemão também entra na discussão a líder da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer. 

O ministro de Estado alemão Michael Roth e o francês e secretário de Estado para os Assuntos Europeus Clément Beaune também representados. Mais do que traçar medidas comuns, o objetivo do grupo de trabalho é evitar o encerramento das fronteiras, levantado pelo rápido aparecimento das variantes mais recentes e mais infecciosas da covid-19.


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Colapso afastado 

Na reação ao eventual encerramento das fronteiras, o Ministro dos Negócios Estrangeiros do Luxemburgo, Jean Asselborn, foi direto ao ponto: "o sistema de saúde em Luxemburgo entrará em colapso", caso "60% dos funcionários dos nossos hospitais, lares de idosos e instalações de cuidados, não puderem mais entrar". Virado para a prevenção e para o rastreio, o governante luxemburguês argumenta que "os testes devem ser realizados, mas temos que fazer tudo o que pudermos para garantir que os passageiros possam chegar aos seus locais de trabalho sem restrições". 

Em entrevista à rede editorial Germany, Asselborn puxou dos galões de membro fundador da União Europeia, para recordar que "Alemanha, Luxemburgo, França e Bélgica criaram o espaço Schengen". Nesse sentido, lembra que "todos os dias, 100 mil pessoas da França, 50 mil da Alemanha e 50 mil da Bélgica viajam apenas para o Luxemburgo" e que portanto "não devemos tornar a vida desnecessariamente difícil para as centenas de milhares de passageiros que cruzam a fronteira". 

Moselle: uma das taxas mais elevadas 

 A nível local, o Presidente do Comité de Defesa dos Trabalhadores da Fronteira de Moselle, Arsène Schmitt, sublinha que a decisão seria um desastre. Até aqui, o departamento que também é vizinho do Luxemburgo está classificado um pouco abaixo da escala de risco alemã, como uma simples "zona de risco". 

No entanto, a Moselle tem uma das taxas de incidência mais elevadas de França, com cerca de 283 infeções por 100 mil habitantes, em comparação com 175 para a região de Grand Est e 190 a nível nacional. 

Muito abaixo, depois de um regresso ao confinamento com recolher obrigatório e comércio encerrado, a Alemanha tem uma média nacional de cerca de 60 casos. 

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