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Alemanha acolhe conferência sobre reconstrução da Ucrânia
Luxemburgo 2 min. 11.08.2022
Guerra na Ucrânia

Alemanha acolhe conferência sobre reconstrução da Ucrânia

Membro de uma equipa de desminagem ucraniana entre escombros após o bombardeamento de um edifício em Kharkiv, esta terça-feira
Guerra na Ucrânia

Alemanha acolhe conferência sobre reconstrução da Ucrânia

Membro de uma equipa de desminagem ucraniana entre escombros após o bombardeamento de um edifício em Kharkiv, esta terça-feira
Foto: Sergey BOBOK/AFP
Luxemburgo 2 min. 11.08.2022
Guerra na Ucrânia

Alemanha acolhe conferência sobre reconstrução da Ucrânia

Bloomberg
Bloomberg
Na terça-feira, Olaf Scholz disse que o pacote de reconstrução para a Ucrânia será "maior do que o Plano Marshall".

A Alemanha acolherá uma conferência internacional em Berlim, em outubro, sobre como organizar a reconstrução da Ucrânia após a invasão russa, de acordo com pessoas próximas do Governo.

O chanceler Olaf Scholz, que atualmente preside ao G7 (grupo dos países mais industrializados do mundo) planeia co-organizar o evento com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para traçar o caminho a seguir para reconstruir grande parte das infraestruturas da Ucrânia, disseram esta quinta-feira altos funcionários, que falaram à Bloomberg sob condição de anonimato.


O chanceler alemão Olaf Scholz.
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Os preparativos estão ainda em curso e a data exata poderá ainda estar sujeita a alterações. Mas, até agora, a Alemanha apontou o dia 25 de outubro para o encontro entre peritos e representantes da União Europeia (UE), do G7 e de organizações internacionais na capital alemã.

Pacote será "maior do que o Plano Marshall"

Funcionários da UE disseram que o bloco dos 27, que aceitou formalmente a Ucrânia como candidato à adesão numa cimeira de líderes em junho, irá contribuir com a maior parte da assistência financeira global, montante que poderá ultrapassar os 500 mil milhões de euros. No entanto, será provavelmente um debate complexo para os Estados-membros da UE, uma vez que ainda não há acordo sobre a forma de angariar os fundos.

Ao contrário de uma conferência internacional de doadores realizada na cidade suíça de Lugano em julho, a conferência de Berlim irá concentrar-se mais na questão de como melhor gastar as somas sem precedentes da ajuda à reconstrução, disseram os funcionários.

Scholz disse aos jornalistas na quinta-feira que o pacote de reconstrução para a Ucrânia será maior do que o Plano Marshall, que ajudou a reconstruir a Europa Ocidental após a Segunda Guerra Mundial.

"Os danos são dramáticos, custarão milhares de milhões e exigirão que toda a comunidade global desenvolva soluções razoáveis", disse Scholz. "Será uma grande, grande tarefa que tem pouco a ver com o Plano Marshall. Será maior".

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A Alemanha e os seus aliados da UE estão atualmente a discutir como estruturar um prometido pacote de ajuda de emergência de 9 mil milhões de euros para a Ucrânia. Até agora, o bloco apenas conseguiu chegar a acordo sobre uma parcela inicial que cobre um nono desse objetivo que foi emitido como um empréstimo.

A Alemanha argumenta que a Ucrânia altamente endividada necessita da ajuda de emergência sob a forma de subvenções não reembolsáveis e não como empréstimos, o que só iria exacerbar o peso da dívida de Kiev. 

Berlim espera que os Estados-membros da UE libertem os restantes 8 mil milhões de euros de ajuda a curto prazo à Ucrânia até setembro, revelou a mesma fonte.

O governo alemão está confiante de que os Estados-membros da UE chegarão a acordo sobre um compromisso nas próximas semanas e que pelo menos partes do pacote serão emitidas como subsídios não reembolsáveis.

Isso estaria de acordo com as recomendações do Fundo Monetário Internacional (FMI) e com a ajuda financeira prestada por outros aliados do G7, como os EUA.  

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