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Agosto em Portugal: Prepare-se para faltar gasolina e alimentos
Luxemburgo 4 min. 24.07.2019

Agosto em Portugal: Prepare-se para faltar gasolina e alimentos

Agosto em Portugal: Prepare-se para faltar gasolina e alimentos

Luxemburgo 4 min. 24.07.2019

Agosto em Portugal: Prepare-se para faltar gasolina e alimentos

Se estiver de férias no país previna-se, abasteça o seu automóvel e encha a despensa antes de começar a greve dos camionistas. O governo aconselha.

A partir do dia 12 de agosto poderá faltar a gasolina nos postos de abastecimento em Portugal e as prateleiras dos supermercados e hipermercados ficarem vazias. Isto porque é a partir desse dia que decorre a greve geral dos dois sindicatos de camionistas de Portugal. Os distribuidores temem mesmo não haver abastecimento dos produtos e alimentos nas superfícies comerciais durante a paralisação. 

O próprio governo aconselhou já os portugueses a abastecerem os seus automóveis antes desse dia, a data marcada para o Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) e o Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM) iniciarem a greve que “poderá paralisar o país”.

Por isso, se estiver de férias em Portugal, nesta altura, previna-se e prepare-se para as longas filas que se adivinham para as vésperas desta greve, caso não seja desconvocada até lá. Em abril, na greve anterior convocada por estes sindicatos o país quase parou por falta de combustível.

"Temos todos de nos preparar. O Governo está a fazer o seu trabalho [para evitar a greve], mas todos podíamos começar a precaver-nos, em vez de esperarmos pelo dia 12 [a paralisação], que não sabemos se vai acontecer. Era avisado abastecer-nos para enfrentar com maior segurança o que vier a acontecer", disse esta manhã, dia 24 de julho, o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, citado pela Lusa.

Já o alerta para a possibilidade de falta de alimentos nos supermercados foi dada pelos dois sindicatos de motoristas que entregaram um pré-aviso de greve com início a 12 de agosto e, esta manhã se reuniram na Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT) para planificar os serviços mínimos. Os dois sindicatos propõem apenas 25% de serviços mínimos em todo o país. Na greve que fizeram em abril, estes serviços foram de 40% e só para Lisboa e Porto.

Greve afeta todos os setores

A rutura de stocks nos supermercados e nas grandes superfícies será rápida e os problemas de abastecimento destes espaços irão prolongar-se durante toda a greve, pois eles não estão contemplados nos serviços mínimos, alerta, por seu turno, a Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) ao Jornal i.

De acordo com o documento a que a Lusa teve acesso, a proposta de serviços mínimos a assegurar "tem por referência 25% dos trabalhadores" em cada empresa que preste abastecimento de combustíveis, por exemplo, a "portos, aeroportos e postos de abastecimento das empresas que têm por objeto a prestação de serviço público de transporte de passageiros, rodoviários, ferroviários e fluviais", bem como a "estruturas residenciais para pessoas idosas, centros de acolhimento residencial para crianças e jovens, estabelecimentos de ensino, IPSS e Santas Casas da Misericórdia".

Já no caso do "abastecimento de combustíveis e matérias perigosas a hospitais, centros de saúde, clínicas de hemodiálise e outras estruturas de prestação de cuidados de saúde inadiáveis, estabelecimentos prisionais, bases aéreas, serviços de proteção civil, bombeiros, forças de segurança e unidades autónomas de gaseificação", os sindicatos propõem que estes serviços sejam assegurados na totalidade, "nas mesmas condições em que devem assegurar em dias úteis, de feriado e/ou descanso semanal". A paralisação dos motoristas vai afetar todos os setores, garantem os sindicatos.

Governo prepara-se para a greve

O secretário de Estado da Energia disse, no dia 18 de julho, numa entrevista ao Dinheiro Vivo e à rádio TSF que “o Governo está preparado para o que vier a acontecer” na eventualidade de uma greve geral de camionistas no dia 12 de agosto, acrescentando que está já a ser preparada “uma rede de abastecimento de emergência” com um mês de antecedência.

“Se acontecer algo semelhante ao que aconteceu na última greve, teremos no terreno um dispositivo que identifica os abastecimentos prioritários, os postos que têm de ser abastecidos, os circuitos que abastecem esses postos, bem como depois a necessidade de motoristas que garantam esses abastecimentos. Iremos definir os serviços mínimos e esperamos que sejam cumpridos, mas se não forem temos medidas alternativas”, sublinhou.

O governante adiantou que “já está também preparada uma ‘task force’ especial da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), com procedimentos internos por parte da sua própria rede de emergência de postos de abastecimento (REPA), que depois se articula com as forças de segurança para a operacionalização da rede alternativa”. Estes motoristas reivindicam a individualização da atividade no âmbito da tabela salarial, a atribuição de um subsídio de risco, formação especial e de seguros de vida e exames médicos específicos.


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