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Agente acusado de ferir intencionalmente uma pessoa durante tumultos na Festa nacional
Luxemburgo 21.10.2021
Violência policial

Agente acusado de ferir intencionalmente uma pessoa durante tumultos na Festa nacional

Imagem de arquivo
Violência policial

Agente acusado de ferir intencionalmente uma pessoa durante tumultos na Festa nacional

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Foto: Pierre Matgé
Luxemburgo 21.10.2021
Violência policial

Agente acusado de ferir intencionalmente uma pessoa durante tumultos na Festa nacional

O polícia é acusado pelo Ministério Público de ter cometido uma agressão, provocando, intencionalmente, golpes e ferimentos numa pessoa. O agente está sob supervisão judicial enquanto a investigação prossegue.

Um agente da polícia luxemburguesa foi formalmente acusado de ter ferido intencionalmente, e com gravidade, uma pessoa na noite da Festa nacional.

Na noite de 22 para 23 de junho registaram-se confrontos tumultuosos na capital entre grupos de transeuntes e agentes da polícia. No contexto de altercações entre a polícia e um desses grupos, numa rua perto do palácio grão-ducal, uma pessoa foi ferida com gravidade no rosto por um agente, que foi agora identificado, anunciou esta quinta-feira o Ministério Público.


Ameaças de morte a agentes da polícia nas redes sociais geram queixa na justiça
A Direcção-Geral da Polícia Grã-Ducal informou o Ministério Público de várias publicações nas quais os agentes ou a instituição foram, alegadamente, sujeitos a hostilidade, ao ponto de serem mesmo ameaçados de morte. O procedimento é raro, mesmo sem precedentes.

O polícia foi apresentado perante o juiz de instrução responsável e foi acusado de ter provocado lesões corporais intencionais, segundo refere o Luxemburger Wort, tendo ficado sob supervisão judicial.

A violência inédita das cenas, que foram filmadas pelos telemóveis de quem assistia aos tumultos, levou, na altura, a Inspeção Geral da Polícia a abrir um inquérito. No meio dos confrontos, vários agentes também ficaram feridos, mas sem gravidade.

No entanto, a investigação do Ministério Público aponta para que a força usada pelo agente em causa possa ter sido desproporcional face aos acontecimentos e considerou que este provocou "golpes e ferimentos voluntários" no agredido.

A investigação sobre a globalidade dos factos está ainda por concluir, ficando o agente, para já, sob supervisão judicial. 


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