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Asselborn defende que é preciso evitar "catástrofe humanitária" no Afeganistão
Luxemburgo 09.09.2021
Afeganistão

Asselborn defende que é preciso evitar "catástrofe humanitária" no Afeganistão

Afeganistão

Asselborn defende que é preciso evitar "catástrofe humanitária" no Afeganistão

Foto: Anouk Antony
Luxemburgo 09.09.2021
Afeganistão

Asselborn defende que é preciso evitar "catástrofe humanitária" no Afeganistão

O ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês entende que deverá haver um diálogo com os talibans no poder, que não significa um reconhecimento, mas uma aproximação necessária para evitar um desastre humanitário.

O ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês, Jean Asselborn, apelou à União Europeia (UE) para fornecer ajuda humanitária ao Afeganistão e fazer todos os possíveis para restabelecer uma presença na capital Cabul. 


Luxemburgo vai acolher refugiados afegãos
O país vai acolher, para já, 12 famílias repatriadas do Afeganistão.

"O país está à beira do colapso e milhões de pessoas precisam urgentemente da nossa ajuda. Uma catástrofe humanitária deve ser evitada", afirmou à  Katholische Nachrichten-Agentur (KNA), à margem de uma palestra em que participou, em Munique, Alemanha. 

Asselborn acrescentou que deverá haver um diálogo com os talibans no poder, mas ressalvou que isso não significa um reconhecimento, apenas uma aproximação, a fim de evitar desastre humanitário. "Teremos de falar com os talibans quando for preciso tirar pessoas do país", exemplificou, defendendo que a UE deve também trabalhar com países que fazem fronteira com o Afeganistão e esperar que vizinhos como a Rússia e a China estejam interessados na estabilidade do país conturbado. 


"A comunidade internacional tem que reagir", diz Asselborn
Há notícia de execuções sumárias, mulheres proibidas de trabalhar e raparigas impedidas de ir à escola, de acordo com os relatos da Alta- Comissária para os Direitos Humanos da ONU sobre o que se passa no Afeganistão.

O ministro luxemburguês criticou também a postura de alguns países da UE sobre o acolhimento de refugiados, considerando que o debate mostra o quão distorcido se tornou o princípio da humanidade no espaço da Europa comunitária. 

 Advertindo também contra uma deriva antidemocrática, na UE, sobretudo nos Governos da Hungria e da Polónia, Asselborn sublinhou ainda que "não deve haver dúvidas" quanto à "determinação em defender" os valores europeus e d e não haver "nenhuma concessão". "Não deve haver dúvidas sobre o Estado de direito e os direitos humanos na UE."

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