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ADR acusa Governo de “incoerência” na gestão da crise pandémica
Luxemburgo 2 min. 06.01.2021

ADR acusa Governo de “incoerência” na gestão da crise pandémica

ADR acusa Governo de “incoerência” na gestão da crise pandémica

Foto: Chris Karaba
Luxemburgo 2 min. 06.01.2021

ADR acusa Governo de “incoerência” na gestão da crise pandémica

Susy MARTINS
Susy MARTINS
O partido nacionalista diz que o Governo está “a alterar e a inventar novas regras todas as semanas”.

O Governo voltou a alterar as medidas ‘anti-covid’. “Trata-se, uma vez mais, de um conceito que não se consegue perceber”, na opinião do ADR. O partido da oposição diz que “a população precisa de medidas previsíveis que permitem uma melhor organização, tanto da vida profissional, como da privada”.

O partido nacionalista diz que o Governo está “a alterar e a inventar novas regras todas as semanas”, o que dificulta a organização nas empresas e nas escolas. Para o ADR a incoerência nas medidas do Governo e as permanentes alterações também fazem com que a população perca cada vez mais a confiança na política.

Segundo o partido, o Governo deveria adotar medidas eficazes no setor público, como no transporte, por exemplo, e não intervir na esfera privada. A manutenção do recolher obrigatório e a limitação do número de pessoas que se pode receber em casa, é, segundo o ADR, “uma intrusão na vida privada das pessoas”.

Relativamente ao setor da horeca, o partido da oposição é claramente a favor da reabertura dos restaurantes e cafés. No entanto, enquanto não for possível, o ADR reivindica que o desemprego parcial seja reembolsado a 100% e que se aumente as ajudas financeiras para as empresas. Uma reivindicação já manifestada pela Federação Nacional dos proprietários de Hotéis, Restaurantes e Cafés do Luxemburgo (Horesca).

O ADR vai mais longe e acusa o Governo de “não estar a conseguir controlar a situação”, acrescentando que as “constantes alterações e a confusão sistemática gerada pelas mesmas são a “marca” da gestão da crise sanitária da coligação governamental”, formada por liberais (DP), socialistas (LSAP) e ecologistas (Déi Gréng).

O Governo decidiu esta terça-feira prolongar o fecho de cafés, bares e restaurantes por mais 15 dias, até 31 de janeiro. A novas medidas a entrar em vigor a partir da segunda-feira, dia 11 de janeiro, permitem, por outro lado, a reabertura dos comércios não essenciais, encerrados desde 26 de dezembro. A partir da mesma data, reabrem também as escolas e estruturas de acolhimento extracurricular. Já o recolher obrigatório volta a ser entre as 23h e as 6h (atualmente, e desde 26 de dezembro, vigora desde as 21h até às 6h).

Piscinas, ginásios, teatros e cinemas também reabrem na próxima segunda-feira. Estes estabelecimentos estão fechados desde 26 de novembro, tal como os restaurantes e os cafés, mas estes viram o período de encerramento prolongado até 31 de janeiro, quando a sua reabertura estava inicialmente prevista para o dia 15 de janeiro.

Em casa, vai continuar a ser permitido receber apenas dois convidados, no máximo, em simultâneo. Entre as medidas já em vigor e que vão permanecer pelo menos até 31 de janeiro, destaque também para os ajuntamentos a partir de quatro pessoas que requerem uso obrigatório da máscara e o distanciamento físico de dois metros, tanto no interior como no exterior.  

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