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Acordo sobre futuro do ensino de português vai ser assinado na visita de António Costa ao Luxemburgo
Luxemburgo 3 min. 15.03.2017

Acordo sobre futuro do ensino de português vai ser assinado na visita de António Costa ao Luxemburgo

O futuro do ensino de português no Luxemburgo vai continuar a depender das autarquias

Acordo sobre futuro do ensino de português vai ser assinado na visita de António Costa ao Luxemburgo

O futuro do ensino de português no Luxemburgo vai continuar a depender das autarquias
Foto: Marc Wilwert
Luxemburgo 3 min. 15.03.2017

Acordo sobre futuro do ensino de português vai ser assinado na visita de António Costa ao Luxemburgo

Após três anos de negociações, o acordo sobre o futuro do ensino de português no Luxemburgo vai ser assinado durante a visita do primeiro-ministro António Costa ao Grão-Ducado, prevista para início de abril.

Após três anos de negociações, o acordo sobre o futuro do ensino de português no Luxemburgo vai ser assinado durante a visita do primeiro-ministro António Costa ao Grão-Ducado, prevista para início de abril. A novidade é a introdução dos cursos de apoio escolar em português, fora do horário escolar, mas que são articulados com as escolas luxemburguesas. As autarquias vão continuar a ter a última palavra sobre estes cursos.

A confirmação da assinatura do acordo foi feita ao Contacto pelo primeiro conselheiro do ministro da Educação, Pierre Reding. “Estamos a preparar a assinatura do acordo para a altura da visita do primeiro-ministro de Portugal”.

De acordo com o responsável pelo departamento da Educação Nacional, a novidade do acordo é a introdução dos cursos complementares de português, ou cursos de apoio em português, assegurados pela Coordenação de Ensino, em articulação com as escolas. O curso complementar surge assim como a terceira alternativa, juntando-se aos cursos integrados no ensino luxemburguês e aos paralelos (também assegurados pela Coordenação de Ensino).

Tal como o paralelo, o curso complementar vai ter lugar fora do horário escolar e dentro da escola. Mas para a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, as semelhanças ficam-se por aqui.

“É muito diferente do ensino paralelo. É um ensino articulado com as escolas. [...] Esses cursos também pertencem às escolas e são oferecidos como prolongamento da oferta letiva”, disse a responsável do Instituto Camões à Rádio Latina.

Os alunos vão poder, por exemplo, ter “explicações de matemática ou de outra disciplina na língua portuguesa”, de acordo com Pierre Reding, do Ministério da Educação. No final, vão poder receber um certificado, “que lhes pode ser útil no futuro”, acrescenta.

Para garantir um “ensino de português de qualidade”, os professores dos cursos de português vão ter apoio pedagógico por parte do Instituto Camões e do Ministério da Educação de Portugal.

Entre outros pontos do acordo, “a língua portuguesa vai ser promovida nos liceus e nos livros escolares”, garante Reding.

Autarquias continuam a decidir o futuro do ensino de português

O futuro das aulas de português vai continuar a depender das autarquias, que vão poder escolher se querem ou não aulas de português e em que moldes. “São as comunas que decidem”, confirma Pierre Reding, cabendo aos pais manifestar o interesse pela abertura ou continuação das aulas de português.

Quanto à presença dos assistentes de língua portuguesa no ensino pré-escolar (ciclo 1), está previsto o seu reforço, com o envolvimento de professores luxemburgueses e portugueses. Pode existir até a possibilidade de um ensino bilingue.

“Poderemos desenvolver em alguns casos a possibilidade de ter um ensino verdadeiramente bilingue neste ciclo 1, a possibilidade de podermos ter numa sala de aula um professor de português e um de luxemburguês”, refere Ana Paula Laborinho.

As aulas vão manter-se também nos ciclos 2, 3 e 4 do ensino fundamental (primário), contrariando a ideia defendida em dezembro de 2016 pelo ministro da Educação do Luxemburgo, em entrevista ao Contacto.

Na altura, Claude Meisch disse que “há três anos” que propõe às autoridades portuguesas acabar com os cursos integrados no ensino primário, substituindo-os pelo português no pré-escolar, com o objetivo de reforçar a língua materna.

Henrique de Burgo

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