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Abandono escolar. “És burro ou estás a fazer-te de estúpido?”

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Abandono escolar. “És burro ou estás a fazer-te de estúpido?”

Abandono escolar. “És burro ou estás a fazer-te de estúpido?”

Abandono escolar. “És burro ou estás a fazer-te de estúpido?”


26.09.2019

O Luxemburgo é um dos países com uma das maiores taxas de abandono escolar. O Contacto foi falar com alguns jovens que decidiram parar de estudar e ouvir os motivos que os levaram a abandonar a escola. Os pais explicam o que fazem para ajudar os filhos a estudar e os professores dão a sua perspetiva sobre o sistema de ensino luxemburguês.

“Uma pessoa que é jovem, que está a estudar e não percebe uma coisa, alguém tem de explicar e motivá-la para estudar”. É assim que as coisas devem ser para Miguel Pedrosa, de 21 anos. Mas não foi assim que aconteceu com este jovem nascido no Luxemburgo, para quem as dificuldades na escola começaram cedo.

Hoje trabalha num restaurante como empregado de mesa, num estágio de aprendizagem. O que gostava mesmo era de ser programador informático, mas acredita que não foi “feito para estudar”. E depressa se percebeu por que motivo tem esta ideia.

Com nove ou dez anos, teve um professor que fazia bullying aos alunos filhos de emigrantes e isso acabou por influenciar todo o seu percurso. “Eu dizia: não percebo esta frase ou uma certa palavra. Naquela altura não sabia falar bem o alemão – como somos portugueses temos mais dificuldades com alemão do que com francês. Por isso eu tinha dificuldades em alemão e perguntava o que é que é isto, se tinha de fazer desta ou daquela maneira e ele dizia:’És burro ou estás a fazer-te de estúpido?’. E a muitos outros também fazia a mesma coisa”, conta. Particularmente aos portugueses e italianos. “Mas o professor também não explicava como deve ser”.

Foto: Sibila Lind

Foi a partir daí que Miguel começou a sentir-se desmotivado. Esteve durante alguns anos no psicólogo, mas os resultados dos relatórios eram positivos: era um aluno normal. A mãe, a D. Lurdes, desdobrava-se em esforços para que Miguel se saísse bem na escola. Pedia ajuda a outra professora – não ao professor que dava aulas ao filho -, que lhes dava fichas para o Miguel fazer. “Todos os dias às 07h da manhã, a professora passava e eu dava-lhe as fichas preenchidas para ela corrigir. Ela dizia que ele só precisava que puxassem por ele”, afirma.

Quando o alemão era demasiado complicado, a D. Lurdes recorria aos dicionários e à professora para tentar explicar as coisas de outra forma. “Ela chegou a dar muito livros, mesmo sem ser os da escola, para tentarmos perceber”, diz. Mas na escola, durante as aulas, o panorama não mudava, o professor só ensinava de uma forma e quem não percebesse como ele explicava ficava de fora, diz Miguel. Para o jovem, o problema do ensino luxemburguês é mais “a maneira como a matéria é dada”, não tem tanto a ver com discriminação.

A mãe foi à escola confrontar o professor, falar com ele para perceber o que se passava, mas “ele não respondia, ficava só a olhar”. O professor acabaria por marcar Miguel para sempre, na sua confiança e na forma como olha para a escola.

Foto: Sibila Lind

Estudar para fazer a vontade aos pais e o trabalho no restaurante

Miguel continuou os estudos, fez o liceu, mas “para fazer a vontade” aos pais, como diz o jovem. Gostava de inglês, e dos ateliês práticos, de cozinha, metalurgia, madeira, mecânica. O pior eram as outras disciplinas, o alemão, as ciências, história e geografia; mas “na matemática era craque”, diz a rir. Acabou por deixar os bancos da escola no nono ano, para procurar trabalho. Um cancro aos 18 anos atrasou-lhe os projetos, mas nem por isso esmoreceu: lutou contra a doença e uma vez vencida, voltou ao seu plano original. No ano passado, encontrou trabalho no restaurante onde está a fazer um estágio de aprendizagem [com um contrato de trabalho de três anos e dez semanas de aulas por ano] para aprender a profissão no setor da restauração.

Todos os dias, a professora passava e eu dava-lhe as fichas preenchidas para ela corrigir. Ela dizia que ele só precisava que puxassem por ele.

Lurdes Gonçalves, mãe do Miguel

O horário pesado e repartido não lhe faz desaparecer o sentido da responsabilidade. Apanha todos os dias o comboio de Esch-sur-Alzette – onde mora – para a cidade do Luxemburgo. Mas vai entretido. Lê ‘fanfictions’ [histórias de ficção para fãs] do Dragon Ball e do Naruto no telemóvel. No restaurante, entra às 10h. Há muita coisa a preparar: limpa as casas de banho, põe as mesas, limpando minuciosamente os talheres. Pelas 11h começam a chegar os primeiro clientes. Miguel atende-os em todas as línguas saltitando entre o francês, luxemburguês e português. No trabalho, tudo corre bem, mas a parte escolar do estágio ficou para trás. Este ano terá de repetir as disciplinas.

Neste momento, quer viver a vida um dia de cada vez, não pensa no futuro: “Já passei por um cancro, sei a dificuldade que é”. “Tudo pode mudar, se tivermos um acidente, se conhecermos alguém... até um amigo pode mudar a nossa cabeça. Tudo pode mudar.”

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Quando na escola, uns são mais do que os outros
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“Luxemburgo é muito bom para viver, mas para estudar, esquece”, desabafa Dúnia Lima, sentada no sofá da sua sala, com a filha de quatro meses ao colo. A sua história é igual à de muitos jovens que chegam ao Luxemburgo na adolescência e acabam por ser “empurrados” para o ensino modelar e desencorajados a estudar.

Dúnia tinha 13 anos quando deixou a ilha de São Vicente, em Cabo Verde, juntamente com a irmã de seis anos, para se juntarem aos pais, que estavam a trabalhar no Luxemburgo. “Quando é para trabalhar, o país ajuda, mas para estudar é mais complicado”. Em Cabo Verde, Dúnia estava a começar o 8.° ano. Quatro anos depois, no Luxemburgo, não tinha passado do 9.º. Por mais que tentasse, era derrubada por um sistema de ensino luxemburguês que acredita ser “limitador” para quem os alunos estrangeiros.

Chegas e eles metem-te em ateliês que eles escolhem: cabeleireiro, cozinha, metalurgia... Como se fossem apenas estes os trabalhos que nós podemos ter.

Dúnia Lima, 24 anos

“Quando chegas aqui, a primeira coisa que eles fazem é mandar-te para uma escola francófona, para uma turma de acolhimento”, diz. No caso de Dúnia, foi colocada no Liceu Técnico de Kirchberg, nas infraestruturas provisórias que existiam na altura – ou os “contentores” – como prefere chamar. “Tu chegas e eles metem-te em vários ateliês, que eles escolhem: cabeleireiro, cozinha, metalurgia, madeira... Como se fossem apenas estes os trabalhos que nós podemos ter”, diz. “Não tentam conhecer quem vem de fora, não te ajudam a avançar. E a maior falha deles começa logo no facto de nos tentarem levar para certas direções de trabalho”.

Rapidamente Dúnia começou a ser conhecida como a aluna do anexo, como eram todos os alunos que estudavam nos “contentores”. Nos primeiros quatro meses, não falava com ninguém. Não se reconhecia nas pessoas à sua volta. Na turma, tinha alunos de várias idades e nacionalidades, exceto luxemburgueses. “Eu não tinha um luxemburguês na turma e nunca vi um naquela escola. Nem o mais burro dos luxemburgueses”.

De nono em nono ano

Depois de fazer o ano de acolhimento, passou para o 8.º e depois para o 9.º modular. Até completar 17 anos, Dúnia andou aos círculos na escola, sempre no mesmo nível de ensino. Quando terminou o 9.º modular passou para o 9.º profissional. Queria mudar para o 9.º polivalente, para depois tentar o 9.º técnico, “mas faltavam quatro pontos e por isso não foi possível”, lamenta. Assim, decidiu mudar de escola. “Não quis ficar. A única oportunidade que eu tinha depois de terminar o 9.º profissional era fazer um estágio de aprendizagem. E eu queria algo mais”.

Em 2012, Dúnia foi estudar para a Bélgica, em Arlon. Mais uma vez voltou para o 9.º ano, que corresponde ao 4.º ano no sistema de ensino belga. Na sua turma, tinha quatro alunos belgas e o resto eram filhos de imigrantes no Luxemburgo. “Quando sentimos que não nos dão uma oportunidade aqui, temos de ir à procura”, explica. Alguns colegas já conhecia, por terem frequentado o mesmo liceu em Kirchberg. “Estudámos todos juntos e estávamos todos a fazer o mesmo percurso. Alguma coisa está mal no Luxemburgo”, aponta.

Foto: Sibila Lind

Dúnia fez duas vezes o 4.º ano em Arlon. Quando entrou para o 5.º ano engravidou. Mesmo assim, queria terminar o ano, mas para isso tinha de fazer um estágio como auxiliar de idosos, o que não era aconselhável durante a gravidez por estar mais exposta a possíveis doenças. “Mas eles também não me deram alternativa. Disseram-me: ‘Podes vir o ano inteiro, mas não te vale de nada’. Aquilo derrubou-me. Uma pessoa batalha, batalha e nada. Então desisti da escola”.

Dúnia não aponta nenhum defeito aos seus professores, pelo contrário. “Tive muita sorte. Eles fizeram o máximo. Mas também não podem fazer tudo”. Depois de a filha ter nascido, tentou inscrever-se no Centro nacional de formação profissional contínua (CNFPC). “Eu só queria ter um diploma na mão”. Mas perdeu logo a esperança quando no primeiro contacto com o centro lhe disseram que havia uma lista “infindável” de pessoas à espera. “Até hoje nunca me chamaram”.

À procura de uma oportunidade

Durante uns tempos, trabalhou como empregada de mesa num café em Dommeldange. No ano passado engravidou da segunda filha, que segura agora no colo enquanto amamenta. “Eu sei que elas não vão passar por isto, porque vão começar a escola aqui desde pequenas”. Dúnia prefere falar com a bebé em português. Acredita que não é por isso que as filhas vão ser prejudicadas um dia mais tarde na escola. “O problema do Luxemburgo não são as línguas, mas a falta de oportunidade”.

Eles vão [o sistema] formar aqueles que lhes convém. O resto, mandam-nos trabalhar.

Dúnia Lima, 24 anos

E começa a explicar: “Nas escolas normais, no ensino clássico, eles não te dão os ateliês. A minha irmã nunca teve um ateliê de cabeleireiro ou de metalurgia. Por que é que nós tivemos? Por que é que nós somos menos do que os outros?”, pergunta. “O estágio mais alto que nós podíamos fazer era de auxiliar de idosos. A minha irmã foi fazer um estágio como secretária de um fisioterapeuta. Já nós ou éramos empregados de mesa ou cabeleireiros ou íamos trabalhar com o metal. Tínhamos os trabalhos menos qualificados que até os meus pais sem diploma faziam”, acusa Dúnia. “Eles vão formar aqueles que lhes convém. O resto, mandam-nos trabalhar. Eu podia não ter muitas capacidades, mas tinha colegas com grandes capacidades. Mas eles acabaram na mesma situação”.

Apesar de criticar o sistema de ensino luxemburguês, Dúnia gosta do Luxemburgo e não pensa voltar para Cabo Verde. Pensa antes em voltar para a escola, para “dar um futuro melhor às filhas”, mas o receio é o mesmo. “Vou sempre acabar nos trabalhos medíocres”, lamenta. “É por isso que estou sempre a dizer à minha irmã mais nova que está no clássico: ‘Aproveita a tua chance. Tu vieste ainda mais pequena, tiveste a sorte de ir ainda para a escola primária. Aproveita esta oportunidade’”. 

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Falta de meios, “racismo escondido” e perfil emigrante justificam abadono escolar
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O problema tem sido identificado por todos os organismos internacionais e também em relatórios luxemburgueses. A frase tantas vezes escrita surge como uma sentença: o Luxemburgo é um dos países com uma das maiores taxas de abandono escolar. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) voltou a notá-lo recentemente. Um relatório do Ministério da Educação relativo a 2018, sublinhava que 36% dos estudantes nascidos em 1990 não completaram o ensino secundário.

O Contacto questionou a OCDE sobre os motivos que justificam esta realidade. Em declarações ao Contacto, aquele organismo explica que o desempenho dos alunos no Luxemburgo é fraca e há uma alta taxa de chumbos. A média dos resultados dos testes Pisa – que comparam a performance dos estudantes entre países – está abaixo da média da OCDE e o impacto das condições socio-económicas dos alunos na educação está entre os mais altos.

A OCDE afirma ainda que, a grande presença de estrangeiros no país torna a população estudantil heterógenea “e aqueles que falam uma língua diferente em casa podem ter dificuldades em lidar com o sistema trilingue do Luxemburgo”. Como consequência, uma parte significativa dos alunos repete o ano. O relatório de 2018 indicava que 10% dos alunos até ao 9.° ano e 11% até ao 12.° repetiam, pelo menos, um ano escolar. A média da OCDE é de 2% e 4%, respetivamente.

Foto: Pierre Matgé

Os obstáculos vistos pela professora (e aluna)

Estas dificuldades são sentidas pela professora, Dominique Rocha, que espelha esta realidade como docente e como aluna. Explica na primeira pessoa e resume: há falta de meios, mas há também “racismo escondido”.

Quando era criança passou por isso. Foi um professor que a salvou, mas nem todos têm a mesma sorte. “No Luxemburgo, infelizmente, há um racismo escondido”, afirma. “Não dizem abertamente: ’não gosto de negros, ou arábes ou chineses’. É mais subtil, não se fala abertamente, mas dá-se a entender à pessoa que ela não é desejada”. Contudo, Dominique está otimista, uma vez que “com os professores, agora começa a mudar”.

“Há cada vez mais pessoas da imigração, que ensinam. Isso ajuda também a abrir os olhos de outros colegas e a ter uma abordagem diferente para com os alunos. Mas é verdade que a maior parte dos professores são luxemburgueses, com pais luxemburgueses e avós luxemburgueses”. Por isso, Dominique diz ter a certeza que “há centenas, milhares de alunos que são mal orientados, porque os professores acham que eles não falam alemão ou luxemburguês em casa e que os pais não podem ajudar. “Penso que há muitos ‘a priori’ aqui também”.

No Luxemburgo, infelizmente, há um racismo escondido. Não se fala abertamente, mas dá-se a entender à pessoa que ela não é desejada.

Dominique Rocha, professora

A professora identifica ainda outro problema, que tem a ver com os pais. “Muitos pais têm medo de ir ver os professores, ou talvez tenham vergonha porque não dominam completamente a língua para perguntar o que podem fazer para ajudar os filhos e para fazer com que esta ou aquela decisão não seja tomada”, explica.

Além disso, há uma falta de meios crónica e isso nota-se nas células de orientação que existem em cada escola. Na sua, não é o caso. Atualmente, Dominique trabalha num estabelecimento de ensino na Alemanha, em Perl, mas para o Estado luxemburguês. Trata-se de um projeto de ensino com a presença de alunos e professores do Luxemburgo e da Alemanha, mas também alguns vindos de França. A célula de orientação da sua escola conta com uma equipa de cinco pessoas – dois do lado luxemburguês, dois do alemão e mais uma pessoa que coordena tudo –, mas na maioria das escolas no Luxemburgo, aqueles núcleos têm apenas um funcionário.

“Se tivermos um liceu com mil alunos é difícil tratar cada caso e no Luxemburgo não se pode esquecer a dificuldade das línguas”, exemplifica. Dominique Rocha explica que “há muitas línguas e é muito difícil, sobretudo para os jovens que chegam a partir de uma determinada idade, para aprender todas estas línguas. A determinado momento, há muito trabalho, muito de muita coisa e abandonam. E se as equipas pedagógicas não lhes derem a mão no liceu, eles desistem”.

Há centenas, milhares de alunos que são mal orientados, porque os professores acham que eles não falam alemão ou luxemburguês em casa e que os pais não podem ajudar.

Dominique Rocha, professora

A acrescer ao trabalho do núcleo, há reuniões com a Agência para o Desenvolvimento do Emprego (Adem). “Cada mês há uma lista de jovens que se encontra com alguém da Adem”. “Nós antes falamos com eles, perguntamos por que querem mudar de liceu, por que querem mudar de orientação... No nosso liceu falam com pelo menos duas pessoas, antes de serem libertados na natureza, por assim dizer. No Luxemburgo, isto ainda não foi colocado em prática”.

O apoio de um professor que mudou o seu caminho

Dominique Rocha tem pais cabo-verdianos, nasceu em França e veio para o Luxemburgo com cinco anos e meio. Quando ia para o secundário, o diretor da escola queria encaminhá-la para a via técnica. Mas as pretensões do responsável da escola contaram com a oposição do seu professor, que acreditava nas capacidades de Dominique.

Muitos pais têm medo de ir ver os professores, ou talvez tenham vergonha porque não dominam completamente a língua para perguntar o que podem fazer para ajudar os filhos.

Dominique Rocha, professora

“Felizmente, o meu professor na altura bateu-se verdadeiramente por mim e a minha mãe também. O professor explicou à minha mãe que ela tinha o direito a opor-se à intenção de me enviarem para o técnico, já que as minhas notas davam para ir patra o clássico. E ela fê-lo”, diz. “Se temos capacidade para fazer qualquer coisa por que é que nos travam?”, questiona. “E isso é, infelizmente, frequente”. “Agora sou professora. Voilá! Fiz o clássico sem problemas. Funcionou. Tenho de ir ter com o professor para lhe agradecer, se não fosse ele, eu teria ido para o técnico”. Segundo conta, Dominique foi a única daquela escola e daquele ano que continuou no clássico. 

Paula Cravina de Sousa e Sibila Lind


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