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A pedido da chefe da diplomacia europeia: UE discute hoje no Luxemburgo problemática dos migrantes clandestinos para a Europa
A chefe da diplomacia da UE Federica Mogherini pediu uma reunião de urgência

A pedido da chefe da diplomacia europeia: UE discute hoje no Luxemburgo problemática dos migrantes clandestinos para a Europa

AFP
A chefe da diplomacia da UE Federica Mogherini pediu uma reunião de urgência
Luxemburgo 2 min. 20.04.2015

A pedido da chefe da diplomacia europeia: UE discute hoje no Luxemburgo problemática dos migrantes clandestinos para a Europa

Após o naufrágio de uma embarcação com mais de 700 imigrantes no Mediterrâneo, na madrugada de domingo, a chefe da diplomacia da UE, a italiana Federica Mogherini pediu que o assunto fosse incluinda na agenda da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros que tem lugar esta segunda-feira no Luxemburgo, noticiam os media em Itália.

Após o naufrágio de uma embarcação com mais de 700 imigrantes no Mediterrâneo, na madrugada de domingo, a chefe da diplomacia da UE, a italiana Federica Mogherini pediu que o assunto fosse incluinda na agenda da reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros que tem lugar esta segunda-feira no Luxemburgo, noticiam os media em Itália.

Também o presidente do Conselho Europeu, o polaco Donald Tusk, tinha já pedido no domingo que fosse convocada uma reunião de emergência dos chefes de Estado e de governo da União Europeia (UE) para discutir esta questão. 

Donald Tusk revelou, na rede social Twitter, ter falado com o primeiro-ministro de Malta sobre o assunto e continuará a conversar com líderes europeus, com a Comissão Europeia e com outros organismos para "atenuar" situações como a tragédia de domingo.

Uma decisão sobre a marcação de uma cimeira europeia vai depender do rumo das conversas a ter nesta fase, precisou o porta-voz do Conselho Europeu Preben Aamann, citado pela agência France-Presse.

No domingo, após a notícia dos 700 migrantes naufragados, o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, tinha pedido uma cimeira europeia urgente.

"Não estamos a falar de coisas banais, mas de vidas humanas", disse Renzi, considerando que o tráfico de pessoas é "um flagelo" para a Europa.

Cerca de 700 imigrantes estão desaparecidos no Mediterrâneo, depois de a traineira onde viajavam com destino a Itália ter naufragado a 60 milhas (110 km) da costa da Líbia.

"Éramos 950 pessoas a bordo da traineira, 50 crianças e 200 mulheres"

Um migrante do Bangladesh disse que "éramos 950 pessoas a bordo, cerca de meia centena de crianças e mais de 200 mulheres", em declarações à agência de imprensa italiana Ansa.

O migrante do Bangladesh foi um dos náufragos salvo pelo navio mercante português King Jacob, que respondeu à chamada de socorro da traineira e resgatou 28 pessoas no domingo.

Em comunicado, a organização Save the Children já tinha pedido uma reunião de líderes dos países da União Europeia (UE) num prazo máximo de 48 horas para análise da situação relacionada com a imigração.

Também ministros alemães, entre eles o vice-chanceler Sigmar Gabriel, apelaram ao combate a nível europeu contra as "criminosas" redes de tráfico de imigrantes.

O balanço oficial divulgado ao fim da tarde de domingo dava conta de 24 cadáveres encontrados e de 28 sobreviventes, mas pode aumentar bastante. 

Segundo sobreviventes citados pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), entidade presidida por António Guterres, cerca de 700 pessoas estariam a bordo da embarcação.


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