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A Alemanha e os outros
Joachim Löw, treinador da Alemanha, atual campeão mundial em título.

A Alemanha e os outros

Foto: dpa
Joachim Löw, treinador da Alemanha, atual campeão mundial em título.
Luxemburgo 14.06.2018

A Alemanha e os outros

Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
Alvaro Antonio SILVA DA CRUZ
A Alemanha, atual campeã do mundo, é, como de costume, uma das principais favoritas à (re)conquista do Mundial de Futebol na Rússia.

A ’Mannschaft’, que perdeu por 0-2 com a França no último Europeu que coroou Portugal, não voltou a ser derrotada desde então, tendo conseguido um apuramento imaculado com 10 vitórias em outros tantos jogos. Os pupilos de Joachim Löw venceram a Taça das Confederações com uma equipa de ’reservas’ e preparam-se para disputar este Mundial com um conjunto que é um misto – reúne jovens revelações e jogadores experientes, de classe mundial, capazes de vencer qualquer adversário.

México, Suécia e Coreia do Sul completam o grupo F com o objetivo de lutarem pela segunda vaga que dá acesso à fase seguinte. Embora mexicanos e suecos, estes já sem Zlatan Ibrahimovic, partam algo à frente da Coreia do Sul, a formação asiática já provou que tem valor e não deve ser subestimada. No Grupo G, Bélgica e Inglaterra repartem o favoritismo no que respeita aos dois primeiros lugares. Tunísia e Panamá completam o grupo, mas, se a lógica for respeitada, as duas seleções europeias deverão garantir a passagem à fase seguinte.

A seleção inglesa constitui um paradoxo: não perde um jogo de qualificação para grandes competições desde outubro de 2009, mas, nas fases finais, tem registado comportamento dececionante, como ilustra a eliminação ante a Islândia no Euro 2016. Com um excelente naipe de jogadores, os belgas parecem ser a formação mais equilibrada do grupo e, envolvendo maior ou menor dificuldade, deverão passar à segunda fase, juntamente com os ingleses.

Polónia, Senegal, Colômbia e Japão, equipas de continentes diferentes, formam o homogéneo e equilibrado Grupo H.

Comandados pelo avançado do Bayern Munique, Robert Lewandowski, os polacos são uma equipa difícil de defrontar, tal como a Colômbia, repartindo ligeiro favoritismo para o apuramento. Os ’cafeteros’, onde pontificam James Rodríguez (Bayern Munique), Radamel Falcao (Mónaco) e David Ospina (Arsenal), formam um conjunto que, na edição do Brasil, chegou aos quartos-de-final, proeza que vão procurar igualar com futebol vistoso e ofensivo.

O Senegal, de Sadio Mané (Liverpool), e o Japão, de Keisuke Honda e Shinki Kagawa, principais estrelas nipónicas, vão correr por fora, mas ambas com possibilidades de causar surpresas.