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2,6% da população do Luxemburgo tem anticorpos contra Covid-19
Luxemburgo 28.05.2020

2,6% da população do Luxemburgo tem anticorpos contra Covid-19

2,6% da população do Luxemburgo tem anticorpos contra Covid-19

Foto: AFP
Luxemburgo 28.05.2020

2,6% da população do Luxemburgo tem anticorpos contra Covid-19

Susy MARTINS
Susy MARTINS
O estudo CON-VINCE, iniciado há cerca de um mês, conclui agora que 2,6% da população do Luxemburgo esteve em contacto com o coronavírus e desenvolveu anticorpos. O último dado divulgado apontava para 2% da população.

O objetivo deste estudo que deverá durar dois meses, é avaliar a prevalência e a dinâmica da propagação da covid-19 junto da população do Grão-Ducado.

Os investigadores deste estudo revelaram, esta manhã em conferência de imprensa, que duas das 1.751 pessoas testadas acusaram positivo no mês de maio. Isso significa que 0,08% da população tinha o vírus, mas sem ter sintomas. Extrapolando esse dado, para a população total, isso significa que 402 pessoas têm o vírus e não o sabem, uma vez que não têm sintomas. Uma situação que pode ser grave, uma vez que o vírus se pode propagar na população. 

Daí ser importante, segundo os investigadores, realizar testes em grande escala no país. Esses testes que começaram esta quarta-feira devem ajudar a identificar os focos de infeção da covid-19, de modo a poder interrompê-los. Isto é sobretudo importante para detetar as pessoas assintomáticas.

Atualmente, 100 infeções continuam ativas no Grão-Ducado, sendo que esta quarta-feira houve mais seis casos de infeção. Segundo os investigadores, os valores são baixos, mas não excluem um novo surto.

Os investigadores defendem que caso o Luxemburgo não impusesse restrições, o risco de uma segunda vaga seria grande, fazendo aumentar número de mortos até dez vezes mais do que o país conhece atualmente. 

Uma vez que o Luxemburgo regista até ao momento 110 vítimas mortais associadas à covid-19, os investigadores consideram então que uma segunda vaga de infeção levaria à morte de 1.100 pessoas. Um cenário insustentável para o sistema nacional de saúde.  

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