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18.000 pedidos para receber vacina da AstraZeneca em menos de 24 horas
Luxemburgo 3 min. 22.04.2021

18.000 pedidos para receber vacina da AstraZeneca em menos de 24 horas

18.000 pedidos para receber vacina da AstraZeneca em menos de 24 horas

Foto: Matthias Bein/dpa-Zentralbild/dp
Luxemburgo 3 min. 22.04.2021

18.000 pedidos para receber vacina da AstraZeneca em menos de 24 horas

Susy MARTINS
Susy MARTINS
A lista de espera para os voluntários candidatos à administração da vacina 'anti-covid' da AstraZeneca não para de aumentar. Até às 10h desta quinta-feira, a média era de 1.125 inscrições por hora.

As inscrições abriram esta quarta-feira às seis da tarde e 16 horas depois havia já 18.000 voluntários inscritos no site Impfen.lu para tomar a vacina da AstraZeneca. O número foi revelado pelo Ministério do Estado e dá uma média de 1.125 inscrições por hora.

O interesse geral foi tanto que o site chegou a estar com problemas técnicos devido à grande afluência nas primeiras horas. Das 100.000 visitas registadas só na primeira hora de abertura, cerca de 18.000 residentes já garantiram assim a inscrição para tomar a vacina da farmacêutica sueco-britânica. 

A campanha lançada pelo Governo permite aos residentes entre os 30 e os 54 voluntariarem-se para receber a vacina, denominada Vaxzevria. Uma decisão inédita, pelo menos a nível europeu. Os candidatos à toma do fármaco devem começar a receber os convites nas próximas semanas e os primeiros inscritos serão os primeiros a "ser servidos", garantiou esta quarta-feira o primeiro-ministro, Xavier Bettel, em conferência de imprensa. Os pedidos podem continuar a ser feitos no site criado para o efeito.


Xavier Bettel e Paulette Lenert
Vacinas AstraZeneca para voluntários a partir da próxima semana
As vacinas de voluntários, entre 30 e 54 anos, para a toma da vacina AstraZeneca começam a partir do fim da próxima semana. A garantia foi dada pelo primeiro-ministro, Xavier Bettel, na conferência de imprensa desta tarde.

Para além da lista de voluntários, a Vaxzevria continua a ser administrada no Luxemburgo a maiores de 55 anos e a quem já tomou a primeira dose desta marca. 

A alteração no plano de vacinação deveu-se à desconfiança que o antídoto gerou na população depois dos casos "raros" de coágulos sanguíneos registados na Europa. Apesar do parecer do Conselho Superior das Doenças Infecciosas do Luxemburgo - que recomendou a suspensão da AstraZeneca para pessoas entre os 30 e os 54 anos como medida de "precaução" - Bettel considerou "irresponsável não aproveitar estas vacinas, quando a situação à volta da covid-19 ainda está muito tensa".

Do ponto de vista médico, a vacina da farmacêutica sueco-britância está aprovada, tanto pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como pela Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) que afirmam que os benefícios superam os riscos dos efeitos secundários.

Mas as informações sobre as mortes na Europa devido a tromboses após a injeção da vacina levou à suspensão temporária em vários países, incluindo o Grão-Ducado. Recentemente a Dinamarca foi mais longe e suprimiu por completo a AstraZeneca do plano de vacinação.

Atualmente, há quatro marcas de vacinas contra a covid-19 disponíveis na União Europeia: da Pfizer/BioNTech, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson, esta última que chegou mais recentemente ao Luxemburgo e que já está a ser administrada. Até à data, mais de 166.700 pessoas foram já vacinadas contra a covid-19 no Grão-Ducado.   

Pfizer tem dado mais complicações que AstraZeneca no Grão-Ducado

Segundo os dados divulgados esta quarta-feira pela ministra da Saúde, Paulette Lenert, 129 pessoas apresentaram sintomas graves e incapacitantes a seguir à toma da vacina no Luxemburgo. Destas, houve 13 hospitalizações e três mortes após a vacinação. Entre as mortes foram dois homens e uma mulher com idades entre os 74 e 94 anos. A mulher de 74 anos sofreu uma trombose, caso que está a ser investigado pelo Ministério Público


Lenert. Três pessoas morreram após toma de vacina. Investigação a decorrer
A Ministra da Saúde adiantou que estão a decorrer investigações relacionadas com estas mortes mas ainda não há conclusões.

Há também registo de outras seis tromboses pós-vacinação mas que não foram fatais. Ainda de acordo com Lenert, apesar de não estar tão presente nas notícias, é a vacina da Pfizer é a que tem gerado mais complicações pós-vacinação no país, com uma média de dez casos em cada mil vacinações. Por comparação, no caso das vacinas da AstraZeneca e da Moderna, há registo de duas complicações em cada mil vacinados. 

Até ao momento, o medo em torno da AstraZeneca levou entre 2,4% e 5% pessoas convocadas para a vacinação a recusá-la na hora da toma, disse ainda o Governo. 

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