Zelensky convida Xavier Bettel a visitar Kiev
Radio Latina 13 min. 02.06.2022
Atualidade em síntese 02 JUN 2022

Zelensky convida Xavier Bettel a visitar Kiev

Atualidade em síntese 02 JUN 2022

Zelensky convida Xavier Bettel a visitar Kiev

Radio Latina 13 min. 02.06.2022
Atualidade em síntese 02 JUN 2022

Zelensky convida Xavier Bettel a visitar Kiev

“Embora o Luxemburgo não disponha de muito armamento, tem ajudado com o coração”, sublinhou Zelensky.

“Pela primeira vez na nossa história vamos acolher um presidente de um país em guerra”. Foi assim que o presidente do Parlamento luxemburguês, Fernand Etgen, introduziu, hoje o discurso do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por videoconferência.

O presidente ucraniano começou por dirigir-se ao povo luxemburguês citando o lema nacional luxemburguês “Mir welle bleiwen wat mir sinn” (“queremos continuar a ser aquilo que somos”, em português) e sublinhando que “é isso que o povo ucraniano quer, viver em paz no seu país”.

Zelensky referiu que 20% da Ucrânia está ocupada pelos russos e mais de 20 milhões de pessoas fugiram do país. Todos os dias a Ucrânia é alvo de mísseis russos, que atingem sobretudo civis, de acordo com o líder ucraniano.

Zelensky destacou que esta situação dramática leva aos incessantes apelos, agradecendo ao Luxemburgo pela ajuda concedida. “Embora o Luxemburgo não disponha de muito armamento, tem ajudado com o coração”, sublinhou Zelensky. O presidente ucraniano agradeceu ainda ao Grão-Ducado por ter apoiado as sanções à Rússia.

No entanto, o presidente pediu armamento mais pesado e moderno, como um reforço das sanções à Rússia, nomeadamente através de um sétimo pacote de medidas.

O presidente da Ucrânia pediu ainda que o Luxemburgo, como país fundador da União Europeia (UE) apoie o processo de adesão do seu país ao bloco e que use a sua influência noutros países.

Zelensky lançou ainda um convite ao primeiro-ministro, Xavier Bettel, e ao presidente do Parlamento, Fernand Etgen, para que estes visitem Kiev.

Para defender "a independência, a segurança, a democracia", a Ucrânia conta com o apoio do Luxemburgo, disse também Zelensky num discurso de cerca de 15 minutos, que terminou com um aplauso de pé no Parlamento luxemburguês.

Depois do líder ucraniano, foi a vez de o primeiro-ministro, Xavier Bettel, falar. Bettel iniciou o seu discurso com uma homenagem a todas as vítimas e frisou que é com admiração que vê a vontade e energia com a qual o presidente Zelensky e o povo ucraniano combatem a invasão russa.

“Tanto você, como o seu povo, têm-nos dado uma lição de coragem”, referiu Bettel, garantindo que a Ucrânia pode contar com o apoio do Luxemburgo, quer ao nível do acolhimento de refugiados ou de sanções.

O primeiro-ministro disse-se ainda orgulhoso do povo luxemburguês, que tem acolhido refugiados.

Bettel garantiu ainda que fará de tudo para que nenhum crime de guerra fique impune.

Em relação à defesa, Bettel frisou que o Luxemburgo tem acompanhado as necessidades ucranianas de armamento. Até ao momento, o país contribuiu com 50 milhões de euros em armamento. Uma medida histórica para o Grão-Ducado, sublinhou Bettel, que acrescentou que o Luxemburgo vai continuar a ajudar.

O primeiro-ministro voltou a dizer que “a paz tem um preço”. Para a Ucrânia, é um preço a nível humano, ao passo que para os outros países é a nível financeiro e económico.

Xavier Bettel garantiu que o Luxemburgo não se opõe de todo à candidatura da Ucrânia à UE e que se a Comissão Europeia se opuser, o Grão-Ducado fará de tudo para apoiar a Ucrânia para que esta possa preencher os critérios exigidos, o mais rapidamente possível.

Bettel quis ainda sublinhar que “nós não estamos em guerra contra o povo russo, mas contra os decisores”. Para o primeiro-ministro, uma reunião entre Zelensky e Putin continua a ser crucial, visto que, “além dele, ninguém decide naquele país”.

OGBL pede ao Governo que abandone projeto de lei sobre a indexação

Contra a medida desde o início, a OGBL veio agora a público pedir ao Governo que abandone o projeto de lei sobre a indexação. Se isso não acontecer, o sindicato apela aos deputados para que votem contra o texto, de acordo com a presidente do sindicato, Nora Back, citada pelo Paperjam no âmbito de uma conferência de imprensa.

O projeto de lei sobre a indexação resultou de um acordo tripartido, que contou com o apoio de todos os sindicatos (LCGB e CGFP), com exceção da OGBL.

Na prática, o texto estipula o adiamento das próximas parcelas do ‘index’  para abril de 2023 e das seguintes para abril de 2024. O objetivo do Governo é poupar as empresas dos custos inerentes à indexação, mas, no entender do sindicato, isto significa que várias outras tranches vão ficar por pagar tendo em conta o nível da inflação. Situação que acabará por prejudicar o poder de compra do consumidor. Por outro lado, se forem pagas, haverá, nas palavras de Nora Back, um “congestionamento de tranches salariais em abril de 2024”, dando origem a uma situação catastrófica.

Do lado do Executivo, a lógica do projeto de lei é a seguinte: menos tranches salariais, mas mais apoios para fazer face à escalada dos preços da energia. Um desses auxílios diz respeito ao crédito de imposto energético. Mas, para Nora Back, há que desmistificar a narrativa em torno desta ajuda, pensada para “compensar todos os agregados”. A dirigente sindical está convencida de que isso não vai acontecer e que, na verdade, a grande maioria dos trabalhadores vai sair prejudicada.

De acordo com a presidente da OGBL, a reivindicação principal do sindicato é que o Governo abandone por completo o projeto de lei e recomece as negociações. O sindicato mantém-se assim firme na sua posição e vai agora reunir-se com os partidos da oposição.

Aumento dos preços da energia. Governo aprova ajuda às empresas

O Governo vai ajudar as empresas privadas afetadas pelo aumento dos preços da energia, resultante da invasão russa da Ucrânia. A medida já recebeu o aval do Conselho de Ministros.

Trata-se de uma medida temporária contemplada no acordo tripartido de 31 de março passado. O Executivo prevê assim implementar um regime de ajudas para compensar os custos adicionais de gás natural e eletricidade das empresas consideradas grandes consumidoras de energia.

O plano prevê também cobrir as despesas acrescidas em matéria de gasóleo das empresas dos setores do transporte rodoviário de mercadorias, da construção e da produção artesanal de bens alimentares.

Paulette Lenert e Jean Asselborn são os políticos mais populares do Luxemburgo

Paulette Lenert e Jean Asselborn são os políticos mais populares do Luxemburgo, de acordo com o mais recente inquérito Polimonitor, realizado pelo instituto TNS/Ilres para o Luxemburger Wort e a RTL. 

A ministra da Saúde e o ministro dos Negócios Estrangeiros (ambos do Partido Socialista - LSAP) surgem empatados na liderança do 'top 10', com 79 pontos cada um, no que se refere à simpatia e competência, os itens avaliados pelos inquiridos.

Já o primeiro-ministro, Xavier Bettel (Partido Democrático - DP), está em terceiro lugar, com 71 pontos. 

A burgomestre da capital, Lydie Polfer, divide o quarto lugar com Sven Clement, do Partido Pirata, ambos com 63 pontos. Só depois destes é que o ranking dos 10 políticos mais populares do país volta a incluir ministros. Lex Delles (DP), ministro do Turismo e das Classes Médias, soma 59 pontos, com a ministra da Igualdade, Taina Bofferding (LSAP), logo atrás, com 54. 

Com 53 pontos, Claude Wiseler, o líder do Partido Cristão Social (CSV), o maior partido da oposição, fica em penúltimo lugar de uma lista que fecha com os ministros da Economia, Franz Fayot (LSAP), e da Justiça, Sam Tamson, a única representante d'Os Verdes no grupo e que sobe uma posição. Ambos obtiveram 49 pontos dos inquiridos.

Teletrabalho ilimitado dos transfronteiriços acaba este mês

É o fim da exceção aberta pela pandemia. O regime de teletrabalho ilimitado para os trabalhadores transfronteiriços acaba este mês.

Os acordos bilaterais que o Governo luxemburguês assinou com a França, Alemanha e Bélgica, para que os trabalhadores destes países pudessem trabalhar a partir de casa sem implicações a nível fiscal e da segurança social, expiram no próximo dia 30 de junho. As diferentes convenções começaram a ser aplicadas no início do primeiro confinamento, sendo depois prorrogadas várias vezes.

Com o fim desta modalidade, os trabalhadores residentes nos países vizinhos voltarão a ter direito a apenas um número limitado de dias de ‘home office’ por ano (34 para os belgas, 29 para os franceses (número que deverá subir para 34) e 19 para os alemães).

Mesmo assim, para poderem trabalhar a partir do domicílio, transfronteiriços – assim como residentes – têm de ter o aval da entidade patronal. 

Citado pela edição francesa da RTL, Julien Dauer, diretor da associação Frontaliers Grand Est, lembra que o acesso ao trabalho remoto tem de ser negociado com o empregador e resulta de mútuo acordo. Como não se trata de um direito no Luxemburgo, o trabalhador não o pode exigir e a empresa pode recusar um pedido nesse sentido.

Infeções por covid-19 continuam a cair no Luxemburgo

A pandemia continua a abrandar no Grão-Ducado, segundo os dados apresentados pelo Ministério de Saúde na retrospetiva semanal.

Entre 23 e 29 de maio, o número de pessoas testadas positivas à covid-19 diminuiu de 1.879 para 1.174, ou seja, uma diminuição de 36% em comparação com a semana anterior.

A diminuição do número de testes PCR realizados neste período, que passou de 9.178 para 6.301, poderá ter tido influência na descida destes indicadores.

A idade média das pessoas diagnosticadas com a covid-19 manteve-se praticamente igual, aumentando ligeiramente para os 42 anos. Já a idade média dos dois pacientes que morreram devido à doença naquela semana é de 63 anos.

A principal fonte de contágio continua a ser o círculo familiar (28%), seguida pelas viagens ao estrangeiro (17%) e no trabalho (10%). A percentagem de fontes indeterminadas permanece inalterada nos 26%.

As autoridades de saúde referem ainda que, entre 23 e 29 de maio, foram administradas 1.721 doses da vacina contra a covid-19. Há, agora, 473.487 pessoas com o esquema vacinal completo, o que equivale a 78,8% da população elegível.

Família grã-ducal vai participar no funeral do irmão de Maria Teresa em Genebra

O casal grão-ducal vai participar, em Genebra, no funeral do irmão mais novo da Grã-Duquesa Maria Teresa, que morreu ontem aos 64 anos de idade, na cidade suíça.

Numa breve nota enviada esta manhã à comunicação social, a Corte Grã-Ducal indica que Maria Teresa e Henri serão acompanhados pela família, não revelando, para já, mais detalhes sobre as cerimónias fúnebres.

Luis Mestre morreu esta quarta-feira. De acordo com a imprensa, o irmão mais novo de Maria Teresa já tinha tido problemas de saúde em 2020, ano em que chegou a ser internado de urgência numa unidade de cuidados intensivos.

A grã-duquesa divulgou ontem no Instagram uma fotografia ao lado do irmão, tirada no mês passado. “O meu irmão amado partiu hoje. Estou destroçada. Estamos em família e unidos para enfrentar este momento doloroso”, pode ler-se na publicação que acompanha a imagem.

Para aqueles que quiserem prestar homenagem a Luis Mestre, um livro de condolências estará disponível no Palácio Grão-Ducal hoje, entre as 13:00 e as 17:00 horas, e amanhã, das 09:00 às 12:00 e das 13:00 às 17:00.

A bandeira do Palácio Grão-Ducal e a do Castelo de Berg estarão a meia haste entre hoje e sábado.

Pelo menos quatro mortos em tiroteio em centro hospitalar em Tulsa nos Estados Unidos

Pelo menos quatro pessoas morreram na quarta-feira num tiroteio num centro hospitalar de Tulsa, no estado norte-americano do Oklahoma, adiantou a polícia local.

O capitão da polícia, confirmou o número de mortos, adiantando que o atirador também estava morto.

“Os agentes estão neste momento a passar por todos os quartos do edifício à procura de outras ameaças”, disse a polícia numa publicação no Facebook.

Recorde-se que há uma semana 19 crianças e duas professoras morreram após um tiroteio numa escola primária em Uvalde, Texas. Há 18 dias, dez pessoas foram mortas num supermercado em Buffalo, Nova Iorque.

Ator Johnny Depp vence processo contra Amber Heard nos EUA

O ator norte-americano Johnny Depp venceu ontem o processo de difamação contra a ex-mulher Amber Heard, depois de sete jurados terem decidido a seu favor por unanimidade no tribunal de Fairfax, no estado norte-americano da Virgínia.

O júri sentenciou Amber Heard por difamação, condenando-a a pagar 15 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de euros) por danos.

O júri também considerou que Amber Heard agiu com “malícia real”, indicando convicção de que a artista fez declarações sabendo que eram falsas.

Capital. Parque infantil “Barco dos Piratas" reabre em junho

O parque infantil conhecido como "Barco dos Piratas", na Cidade do Luxemburgo, reabre as portas no final de junho deste ano.

O parque está atualmente encerrado para obras de remodelação, refere a autarquia da capital refere em comunicado, mas a partir do final do próximo mês vai poder acolher novamente as pessoas.

Este é uma das cerca 200 áreas de lazer da capital, que inclui parques infantis públicos, campos desportivos, pistas de skate, entre outras instalações.

Futebol. Um ano depois Daniel da Mota diz adeus ao Differdange

Daniel da Mota não vai continuar a jogar no Differdange. Um ano depois de assinar contrato, o jogador lusodescendente deixa o clube treinado pelo português Pedro Resende, segundo classificado da Liga BGL de futebol.

O futebolista anunciou a despedida na sua rede social Facebook, agradecendo apenas aos jogadores por terem conseguido alcançar o objetivo da época e desejou "boa sorte" aos colegas para a Liga Conferência da próxima época. Para já, não se sabe o futuro do atacante de 36 anos, que marcou apenas um golo em 24 jogos esta época.

Daniel da Mota regressou há um ano ao futebol luxemburguês, depois da passagem pelo Sona Calcio, do quarto escalão do futebol italiano.

A última vez que foi convocado pelo selecionador nacional, Luc Holtz, foi em junho de 2021 para os amigáveis contra a Noruega e a Escócia.

Liga Nações. Portugal tenta vitória frente à poderosa Espanha na estreia

Portugal vai procurar hoje, em Sevilha, estrear-se com um triunfo no Grupo 2 da Liga das Nações A de futebol, diante da Espanha, finalista na última edição, naquele que será, teoricamente, o desafio mais complicado.

Numa verdadeira ‘maratona’ de quatro jogos em apenas 11 dias, a equipa das ‘quinas’ terá, no Estádio Benito Villamarín, muito provavelmente, o teste mais árduo de toda a fase de grupos, a par do último encontro da ‘poule’, novamente diante dos espanhóis, mas em Braga, em 27 de setembro.

Este duelo ibérico poderá ser mesmo crucial para ‘agarrar’ a primeira posição do grupo, a única que dá acesso à ‘final four’ da prova, cuja primeira edição foi conquistada pelos lusos, no Porto, em 2019, numa final diante dos Países Baixos.

O encontro da primeira jornada do Grupo 2, frente à Espanha, tem início marcado para as 20:45 locais, no Estádio Benito Villamarín, em Sevilha, e será dirigido pelo inglês Michael Oliver.

Redação Latina | Lusa | Foto Guy Jallay


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