Taylor Swift impedida de cantar as próprias músicas
Radio Latina 2 min. 15.11.2019 Do nosso arquivo online

Taylor Swift impedida de cantar as próprias músicas

Taylor Swift impedida de cantar as próprias músicas

AFP
Radio Latina 2 min. 15.11.2019 Do nosso arquivo online

Taylor Swift impedida de cantar as próprias músicas

"Dizem que não posso interpretar as minhas canções antigas na televisão", conta a cantora. A editora desmente.

A cantora Taylor Swift acusa dois empresários da indústria musical de exercerem um "controlo tirânico" sobre as suas próprias músicas e de a impedirem de cantá-las na próxima gala de American Music Awards ou de serem usadas como parte de um documentário que a Netflix está a preparar sobre si.

Num comunicado que publicou no Twitter, a artista alega que Scooter Braun e Scott Borchetta e a discográfica Big Machine Records não permitem que a cantora interprete músicas de discos anteriores, uma vez que detém os direitos sobre elas.

Atuações comprometidas

"Dizem que não posso cantar as minhas canções antigas na televisão, porque isso seria regravá-las antes de tal me ser permitido, [ou seja] no próximo ano", escreve a cantora.

A situação compromete, segundo Taylor Swift, a sua atuação na próxima edição dos American Music Awards, a 25 de novembro, onde será distinguida como Artista da Década e para a qual tinha preparado uma performance que incluiria um medley de alguns dos seus êxitos. 

Pelo mesmo motivo, também não está autorizada a utilizar músicas ou atuações antigas no documentário biográfico que está a fazer para a Netflix.

Editora desmente

A Big Machine Records, a antiga editora da Swift e da qual agora é acionista Scooter Braun, reagiu às acusações da artista, desmentindo-as e afirmando que as declarações são sustentadas em informações falsas.

AFP

“Enquanto parceiros de Taylor [Swift] durante mais de uma década, ficámos chocados ao ver o texto do Twitter baseado em informação falsa. Em nenhum momento dissemos que a Taylor não se poderia apresentar no AMAs nem bloqueámos o seu projeto com a Netflix", afirma um comunicado da empresa, citado pela revista 'Billboard'.

A discográfica diz ainda que desde que a artista tomou a decisão de deixar a Big Machine, continua "a honrar todos os seus pedidos de licença de catálogo a terceiros enquanto ela promove o seu álbum sobre o qual não temos qualquer participação financeira".

Guerra de milhões

Em junho deste ano, a norte-americana afirmou que todo o seu catálogo musical, gravado entre 2006 e 2017, tinha sido adquirido pela Big Machine Label Group, onde se integra a editora, sem o seu conhecimento. 

A discográfica, por sua vez, diz que Taylor deve "milhões de dólares", mas os assessores da cantora vieram a público contestar esta afirmação, alegando que a empresa deve 7,9 milhões de dólares à cantora e compositora em direitos de autor.Independentemente das contendas, a artista parece ter reunido o apoio dos fãs, conforme tinha pedido, na mensagem do Twitter, e foi criada uma petição, que conta já com milhares de assinaturas, para que Taylor Swift “possa usar a sua própria arte”.  

Ana Tomás


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