Proposta da CE sobre subsídios de desemprego a fronteiriços pode originar fraudes – Nicolas Schmit (C/Áudio)
Radio Latina 02.07.2018

Proposta da CE sobre subsídios de desemprego a fronteiriços pode originar fraudes – Nicolas Schmit (C/Áudio)

Proposta da CE sobre subsídios de desemprego a fronteiriços pode originar fraudes – Nicolas Schmit (C/Áudio)

Radio Latina 02.07.2018

Proposta da CE sobre subsídios de desemprego a fronteiriços pode originar fraudes – Nicolas Schmit (C/Áudio)

A Comissão Europeia quer que os subsídios de desemprego sejam pagos pelos Estados-membros onde os cidadãos perderam o emprego, e não pelo país de residência do desempregado.

O Luxemburgo não concorda com esta proposta do Executivo de Bruxelas. Em entrevista, esta manhã, à Radio Latina, o ministro do Trabalho, Nicolas Schmit, voltou a sublinhar o seu desagrado, dizendo temer que a alteração do sistema abra portas a abusos e fraudes.

Caso o sistema seja alterado, tal como propõe a Comissão Europeia, Nicolas Schmit pede um período de transição de sete anos, em vez dos dois previstos para os outros países.

O Luxemburgo precisa de mais tempo para se adaptar, uma vez que esta alteração poderá ter um impacto significativo para o grão-ducado, onde os trabalhadores fronteiriços representam 46% da população ativa.

Para Nicolas Schmit, a Agência para o Desenvolvimento do Emprego (ADEM) não está preparada para acolher todos os desempregados fronteiriços, que representam 10.000 a 12.000 pessoas por ano.

A França foi o país da União Europeia que mais se opôs ao alargamento do período de transição para o Luxemburgo. Para Nicolas Schmit, o interesse de França é ter mais dinheiro.

Atualmente o Luxemburgo indemniza os três primeiros meses de desemprego dos fronteiriços, representando uma despesa de até 30 milhões de euros por ano. Se o sistema for alterado, o Estado luxemburguês estima em mais de 100 milhões de euros o montante da despesa pública anual com indemnizações de desemprego para os fronteiriços.

Cabe agora ao Parlamento Europeu analisar a proposta do Executivo de Bruxelas e Nicolas Schmit espera que o Parlamento de Estrasburgo proponha alterações a este regulamento, que o ministro do Trabalho qualifica de “injusto”.

Nicolas Schmit, esta manhã, em declarações à Rádio Latina, a propósito da proposta da Comissão Europeia que quer que os subsídios de desemprego sejam pagos pelos Estados-membros onde os cidadãos perderam o emprego, e não pelo país de residência do desempregado.

Redação Latina