Perseguição policial mortal: Mulher polícia gravemente ferida no acidente corre perigo de vida

Perseguição policial mortal: Mulher polícia gravemente ferida no acidente corre perigo de vida

Radio Latina 2 min. 20.04.2018

Perseguição policial mortal: Mulher polícia gravemente ferida no acidente corre perigo de vida

Três dias depois da perseguição policial que vitimou mortalmente um agente, o estado clínico da mulher polícia que sofreu ferimentos graves no acidente é crítico. As circunstâncias em que as duas viaturas da polícia colidiram também já foram tornadas públicas.

Foi uma operação STOP que terminou em tragédia. Eram cerca das duas da madrugada de sábado, altura em que uma patrulha da polícia estava a realizar uma ação de fiscalização da condução sob o efeito do álcool na N7, perto de Weiswampach. Ao longe, os agentes presentes no local avistam um automóvel (Audi S5) a fazer inversão de marcha para escapar ao controlo. Dois agentes decidem lançar-se no encalço do 'fugitivo'. À perseguição junta-se um outro veículo da polícia, desta feita uma carrinha. Já sem avistar o automóvel em fuga, o carro da primeira patrulha faz inversão de marcha e é nessa altura que a carrinha da polícia choca brutalmente contra o carro da primeira patrulha.

A bordo do automóvel da polícia seguiam dois agentes: o condutor que morreu no acidente e a mulher polícia que continua internada, correndo perigo de vida.

Na carrinha da polícia seguiam cinco polícias, dois agentes e três cadetes.

A informação, avançada esta terça-feira pelo Wort e pela RTL, revela alguns detalhes até aqui desconhecidos. Certo é que a investigação prossegue a cargo da Inspeção Geral da Polícia. Certo é também que o Ministério Público da comarca de Diekirch acusa o condutor que esteve na origem da perseguição policial fatal de homicídio involuntário e de condução sob o efeito do álcool. O homem, de 37 anos, foi detido no sábado e aguarda julgamento em prisão preventiva, a medida de coação mais grave.

Apesar de não estar envolvido no acidente, o Ministério Publico considera que o 'condutor fugitivo' representou “um elemento perturbador primário”, sem o qual não teria ocorrido este acidente fatal. O homem incorre numa pena de até cinco anos de prisão.

A defesa do suspeito disse hoje que o seu cliente está a ser o bode expiatório deste trágico acidente. Em entrevista à RTL, o advogado Daniel Baulisch questiona a acusação de homicídio involuntário, uma vez que o acusado não está diretamente envolvido no acidente. Por outro lado, o advogado questiona por que razão a segunda patrulha – os agentes que seguiam a bordo da carrinha – não foi avisada de que a perseguição tinha sido cancelada.

Redação Latina