Pamela Anderson foi ameaçada ao visitar Julian Assange na prisão
Radio Latina 4 min. 28.11.2019

Pamela Anderson foi ameaçada ao visitar Julian Assange na prisão

Pamela Anderson foi ameaçada ao visitar Julian Assange na prisão

Radio Latina 4 min. 28.11.2019

Pamela Anderson foi ameaçada ao visitar Julian Assange na prisão

O diretor da prisão, onde o fundador da Wikileaks está detido, terá dito a Anderson para "não se tornar um problema" ou Assange iria sofrer as consequências, revela agora a imprensa britânica.

Em maio deste ano, a atriz Pamela Anderson foi a primeira visita de Julian Assange na prisão de Belmarsh, em Thamesmead, no sudeste de Londes, onde o ativista se encontra desde que foi preso na embaixada do Equador, a 11 de abril. 

O fundador da WikiLeaks foi condenado a 50 semanas de prisão por ter violado o regime de liberdade condicional, quando há sete anos se refugiou na embaixada equatoriana, em Londres.   

A atriz foi acompanhada pelo editor da Wikileaks, Kristinn Hrafnsson, amigo de Assange. Na altura, quando acabou a visita, a atriz chegou a publicar nas redes sociais que "Julian Assange é o homem mais inocente do mundo". 

O discurso

Volvidos seis meses, o jornal britânico The Daily Mail teve acesso ao discurso que Pamela Anderson iria fazer numa conferência em Camberra, Austrália, esta semana. A atriz iria revelar detalhes da visita e a ameaça que sofreu. Não chegou a fazê-lo porque o evento foi cancelado devido a um "conflito de agenda".

No entanto, no texto a que o jornal teve acesso, Pamela afirma que “o diretor da prisão entrou de repente e disse-me de forma muito clara que se eu me tornasse um problema, ele ia arranjar problemas ao Julian. Foi uma ameaça direta”.  

O atual diretor da prisão chama-se Rob Davis, no entanto não se sabe Anderson se referia a Davis. De acordo com o jornal, não é divulgado o motivo pelo qual o diretor teria intimidado Pamela Anderson ou quais seriam os "problemas" que Assange iria enfrentar. 

O porta-voz dos serviços prisionais britânicos reagiu à notícia e fez saber que o “diretor da HM Prison Belmarsh não fez uma ameaça a Anderson ou Assange”. Também comentou as alegações feitas de que Assange foi submetido a tortura enquanto estava na prisão, dizendo que estas "são infundadas e totalmente falsas".

Só amizade? 

Surgiram rumores de que poderia haver uma relação mais íntima entre Pamela e Assange, já que, desde 2016, quando o fundador da Wikileaks passou a estar exilado na embaixada do Equador, em Londres, a atriz tornou-se uma presença assídua neste local.

“Quis encontrar-me com ele para saber como me poderia tornar uma ativista melhor e fiquei fascinada com o homem que é ", disse Anderson numa entrevista. A atriz contou que os encontros duravam “três a quatro horas” e a deixavam “exausta” e com uma “pilha de anotações”. A relação com Assange definiu-a como “uma luta romântica”.

“Não temos uma relação romântica, mas sinto-me muito próxima dele”., confessou Pamela Anderson que intercedeu junto do governo australiano para que permitisse o seu regresso ao país natal. "Ele é um bom homem, uma pessoa incrível, amo-o e não posso imaginar o que ele está a passar neste momento", chegou a afirmar.

Detenção mediática 

Julian Assange estava exilado na embaixada desde junho de 2012. Foi detido quando o Equador retirou o pedido de asilo e pediu à polícia britânica para agir, alegando mau comportamento do australiano. 

Nas imagens que circularam da detenção, Assange parecia outro homem, completamente descuidado e a ser mobilizado à força pela polícia.

Quando soube da prisão do amigo, a atriz norte-americana publicou uma mensagem enfurecida nas redes sociais. “Estou em choque. Nem conseguiu ouvir direito o que ele [Assange] disse. Como pudeste Equador? Como pudeste Reino Unido? Ele expôs-vos. Claro, vocês são as p¨…s da América e precisam de uma diversão para o vosso idiota Brexit”. 

Suécia recua na investigação por violação 

O Ministério Público sueco anunciou, no dia 19 de novembro, o encerramento da investigação preliminar contra Assange, que foi acusado de assédio sexual e violação por duas mulheres. "A queixosa apresentou um relato credível e fiável, as suas explicações são claras, longas e detalhadas. Mas acredito que as provas perderam força e que não há razões para continuar a investigação", disse a procuradora sueca Eva-Marie Persson à imprensa. 

Extradição Eminente

O Reino Unido vai mesmo extraditar para os Estados Unidos o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, para ser julgado por espionagem, afirmou o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, segundo o jornal equatoriano El Universo.

No entanto, o ministro de Estado britânico para a Europa e as Américas, Alan Duncan, tinha assegurado que Julian Assange não seria extraditado para um país onde pudesse arriscar a pena de morte.

Washington pediu formalmente a extradição de Assange que enfrenta 18 acusações que incluem a publicação de informação classificada e conspiração para penetrar ilegalmente em computadores governamentais. 

As novas acusações foram feitas por um grande júri do Estado da Virgínia, que agora acusa Assange de espionagem e publicação de documentos altamente confidenciais, o que poderá significar uma sentença de até 170 anos.


Ana Patrícia Cardoso









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