Pamela Anderson: a revolucionária de fato banho vermelho

Pamela Anderson: a revolucionária de fato banho vermelho

Foto: DR
Radio Latina 3 min. 14.04.2019

Pamela Anderson: a revolucionária de fato banho vermelho

A Pamela Anderson, de 52 anos, que se revoltou no Twitter com a detenção do seu amigo, fundador da WikiLeaks, Julien Assange é hoje uma nova mulher, acérrima defensora dos direitos humanos, do ambiente e dos animais, tem uma Fundação filantrópica com o seu nome e encontra-se com vários líderes políticos. No passado fica a jovem de fato banho vermelho das “Marés Vivas” que seduziu meio mundo.

 “Estou em choque. Nem conseguiu ouvir direito o que ele [Assange] disse. Como pudeste Equador? Como pudeste Reino Unido? Ele expôs-vos. Claro, vocês são as p¨…s da América e precisam de uma diversão para o vosso idiota Brexit”. Estas foram as primeiras declarações, inflamadas, de Pamela Andreson, no Twitter, mal as televisões começaram a dar as imagens de detenção de Julien Assange, o seu amigo especial, que a atriz frequentemente visitava na Embaixada do Equador, em Londres, durante os últimos dois anos de asilo político.

Esta é a nova Pamela Anderson, de 52 anos, ativista, defensora de inúmeras causas e muito ativa em várias lutas. A sua conta no Twitter demonstra bem as suas preocupações atuais.

“Fui atriz por acaso, o meu sonho era mesmo fazer o que estou a fazer agora”, declarou Pamela Anderson, canadiana que se naturalizou cidadã dos EUA, numa entrevista televisiva.

A PETA, associação não governamental para a defesa dos animais, foi a sua primeira causa desde há muitos anos. A nova Pamela já deu conferências sobre o tema na Universidade de Oxford, escreveu a Putin e esteve mesmo no Kremlin em defesa dos animais. Esteve também com Bill Clinton e deu uma entrevista com Jeremy Corbyn, o atual líder do Partido Trabalhista inglês.

Criou uma fundação com o seu nome para a proteção do meio ambiente, dos animais e dos direitos humanos, apoia a independência da Catalunha, os protestos dos coletes amarelos, entre outros.


A nova arma secreta dos Gilets Jaunes (coletes amarelos) contra Macron
A atriz Pamela Anderson, famosa pela sua participação na série televisiva Baywatch tem justificado na sua conta de Twitter a violência dos protestos em França, devido à muito maior violência, por parte dos poderosos, que está sujeito o povo francês.

E, claro, a libertação de Julien Assange tem sido uma das suas maiores causas, tendo realizado várias campanhas a favor do amigo.

Pamela Anderson sempre se declarou solidária com Assange, a quem visitava com regularidade desde 2016.

“Quis encontrar-me com ele para saber como me poderia tornar uma ativista melhor e fiquei fascinada com o homem que é ", disse Anderson numa entrevista na sua casa, no Sul de França ao "Canal 9" australiano, país de onde é o fundador da WikiLeaks.

A atriz contou que os encontros duravam “três a quatro horas” e a deixavam “exausta” e com uma “pilha de anotações”. A relação com Assange definiu-a como “uma luta romântica”.

“Não temos uma relação romântica, mas sinto-me muito próxima dele”., confessou Pamela Anderson que intercedeu junto do governo australiano para que permitisse o seu regresso ao país natal.

No dia da detenção, a atriz chamou a Assange, “Um herói”.

Um passado de violência doméstica

A atriz tem tido uma vida pessoal muito complicada, tendo sido vítima de violência doméstica por várias vezes e perpetuada por pessoas diferentes, ao longos dos anos.

A primeira vez tinha apenas seis anos de idade, quando foi violada pela sua babysitter. Uma agressão que se repetiu aos 12 anos, quando o irmão de uma amiga, de 25 anos, a violou. A tortura não terminou aqui. Pouco tempo mais tarde e já no seu primeiro namoro, um grupo de amigos do seu apaixonado violaram-na se novo. “Na altura quis desaparecer da face da terra”, confessou Pamela Anderson durante a apresentação da sua Fundação, em 2015, onde revelou todos estes abusos. “A minha infância não foi fácil”, disse adiantando que nunca contou nada à mãe. Desde então “tenho problemas em confiar nos seres humanos”.

Já em adulta voltou a sofrer maus tratos, desta vez às mãos do seu marido, Tommy Lee, com quem casou, em 1995. O músico de rock chegou estar preso durante seis meses, por ter agredido violentamente a atriz em casa. O ex-casal tem dois filhos, Brandon tem 22 anos e Dylan tem 21. No ano passado, Brandou agrediu o pai, Tommy Lee, por ele, ter sido muito inconveniente com a mãe nas redes sociais. “Tudo por causa do alcoolismo do meu pai”, disse ao site TMZ. A atriz saiu em defesa do filho. Brandon pediu à mãe para não atuar.

 Atualmente Pamela Anderson está noiva Adil Rami, de 33 anos, jogador do Olympique de Marseille, que recentemente se sagrou campeão do Mundo de futebol pela seleção francesa. Os dois vivem em França. Aos 52 anos, a atriz que posou diversas vezes para a Playboy e apanhou hepatite C por ter partilhado uma seringa de tatuagem com o violento ex-marido Tommy Lee, gosta da vida que tem, de apoiar a lutar pelas causas em que acredita.

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