Ministra da Saúde admite que fim dos autotestes visa aumentar taxa de vacinação
Radio Latina 28.10.2021
Covid-19

Ministra da Saúde admite que fim dos autotestes visa aumentar taxa de vacinação

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Ministra da Saúde admite que fim dos autotestes visa aumentar taxa de vacinação

Guy Jallay
Radio Latina 28.10.2021
Covid-19

Ministra da Saúde admite que fim dos autotestes visa aumentar taxa de vacinação

O Luxemburgo não obriga à vacinação, mas à despistagem da covid-19.

Esta é a resposta da Ministra da Saúde, Paulette Lenert, às acusações da Comissão Consultiva dos Direitos Humanos que qualifica como “discriminatória” a supressão de testes gratuitos generalizados.

A ministra admite aos microfones da Rádio Latina que o fim da gratuitidade dos testes de diagnóstico à covid-19 e da não aceitação dos autotestes visa exercer “pressão” sobre os não vacinados. Paulette Lenert diz que “não tem outra escolha”.

Paulette Lenert afirma então que o Governo decidiu começar pela “obrigatoriedade de testes [de despistagem à covid-19] nas empresas, para já de forma facultativa”. Entenda-se: o Executivo não descarta vir a impor de forma vinculativa o CovidCheck nas empresas.

Os sindicatos da função pública e do setor privado recusam a implementação do CovidCheck nas empresas nos moldes como vai entrar em vigor na próxima segunda-feira. Os patrões que optarem pelo regime CovidCheck podem aplicar sanções aos trabalhadores se estes não apresentarem um dos três certificados em questão: vacinação completa, recuperação da doença ou testes PCR (válido por 72 horas) ou de antigénio certificado por um profissional de saúde (válido por 48 horas). 

Contas feitas, um trabalhador não vacinado deverá desembolsar entre mais de 60 euros (em despistagem antigénica) ou cerca de 120 euros (PCR) por semana em testes para ir trabalhar. As sanções aplicadas aos trabalhadores podem ir desde uma advertência ao despedimento.  

Manuela Pereira

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