Luxemburgo envia 100 sistemas de mísseis antitanque para Ucrânia
Radio Latina 5 min. 28.02.2022 Do nosso arquivo online
Atualidade em síntese 28 FEV 2022

Luxemburgo envia 100 sistemas de mísseis antitanque para Ucrânia

Atualidade em síntese 28 FEV 2022

Luxemburgo envia 100 sistemas de mísseis antitanque para Ucrânia

Radio Latina 5 min. 28.02.2022 Do nosso arquivo online
Atualidade em síntese 28 FEV 2022

Luxemburgo envia 100 sistemas de mísseis antitanque para Ucrânia

O exército luxemburguês vai ter mais dois militares na Lituânia, elevando para seis elementos destacados para a NATO naquele território.

O Ministério da Defesa do Luxemburgo anunciou o envio de armas para apoiar a Ucrânia e o envio de mais dois soldados para a Lituânia. O ministro da tutela, François Bausch, informou esta manhã a comissão parlamentar de defesa desta decisão.

Depois dos pedidos da Ucrânia, o Luxemburgo decidiu fornecer 100 sistemas de mísseis anti-tanque (tipo NLAW), veículos 4x4 (Jeep Wrangler) e 15 tendas militares.

O Luxemburgo vai também colaborar com os aliados da NATO para o transporte de equipamentos militares ou humanitários através do seu novo avião militar A400M ou do seu contrato de serviço com a Cargolux.

Além disso, o exército luxemburguês vai ter mais dois militares na Lituânia, elevando para seis elementos destacados para a NATO naquele território.

A juntar-se à contribuição financeira que o Grão-Ducado faz à Ucrânia através da NATO, o Governo vai contribuir para as medidas de assistência financeira do Fundo Europeu para a Paz, que visa defender a população civil e a soberania da Ucrânia.

A contribuição europeia deverá ascender a 500 milhões de euros, dos quais 450 milhões de euros para armas letais e 50 milhões de euros para equipamento não letal.

Governo debate hoje preços energéticos

O Governo reúne-se ao início desta tarde em Conselho de Ministros, no castelo de Senningen. Em cima da mesa vão estar sobretudo a situação na Ucrânia e o aumento dos preços da Energia no Grão-Ducado.

Está previsto para hoje a concertação de peritos e de membros de Governo, com o objetivo de criar ajudas financeiras especiais. O objetivo do Executivo é ajudar os agregados familiares e as empresas em situação difícil devido ao aumento dos preços.

Na sexta-feira, o ministro da Energia, Claude Turmes, tentou tranquilizar a população do Luxemburgo, dizendo que o país não deveria ter falta de eletricidade, gás ou ainda de petróleo. No entanto, frisou que os problemas à volta dos preços da energia vão ficar cada vez mais acentuados.

O ministro parte do princípio de que os preços vão ser elevados, tanto durante este ano, como durante o próximo ano, dependendo da duração desta “guerra”.

Governo e peritos deverão hoje decidir medidas concretas de apoio às empresas e cidadãos para que estes possam enfrentar o aumento dos preços.

Uma conferência de imprensa está prevista para as 13h30 no Castelo de Senningen.

Luxemburgo proíbe aviões russos de sobrevoas o país

O espaço aéreo do Luxemburgo passa a estar fechado para todos os aviões russos, sejam comerciais, militares ou outros, anunciou o Ministro dos Transportes, Francois Bausch. A sanção entrou ontem em vigor.

Esta é mais uma posição clara tomada pelo Governo contra a invasão russa na Ucrânia.

Por seu turno, Jean Asselborn informou ainda que existem 15 residentes do Luxemburgo retidos na Ucrânia, 12 luxemburgueses e três cidadãos ucranianos com residência no Grão-Ducado que ainda não conseguiram sair do país.

Zelensky diz querer “tentar” negociar com a Rússia

A Ucrânia quer "tentar" negociar com a Rússia, mesmo se "não acredita muito" que as negociações previstas possam pôr fim à invasão russa, declarou ontem o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

O Presidente ucraniano salientou não querer que, no futuro, os ucranianos pensem que não tentou "parar a guerra quando ainda havia uma possibilidade, mesmo pequena, de o fazer".

Por seu turno, o chefe da diplomacia ucraniana, Dmytro Kuleba, declarou que a Rússia entreabriu a porta às negociações porque o "seu 'blitzkrieg' (guerra relâmpago) fracassou".

Biden fala hoje com aliados para coordenar resposta

O Presidente dos Estados Unidos vai manter hoje uma conversa telefónica com aliados e parceiros para debater "os desenvolvimentos" do ataque russo contra a Ucrânia e "coordenar uma resposta unida", declarou a Casa Branca.

O comunicado não precisou a identidade dos participantes, além de Joe Biden, nestas conversações, que vão decorrer ao final da tarde, no mesmo dia em que a Assembleia-geral da ONU vai começar a debater uma resolução de condenação da invasão da Ucrânia por Moscovo.

Putin coloca em alerta máximo forças de dissuasão russas

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, mandou ontem colocar em alerta máximo as forças de dissuasão russas, que podem incluir a componente nuclear, devido a “declarações agressivas” do Ocidente.

A ordem foi dada no quarto dia de combates na Ucrânia, que Putin mandou invadir na quinta-feira.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram cerca de 200 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

Pelo menos dez crianças mortas em bombardeamentos russos

A organização não-governamental (ONG) Save the Children indicou que pelo menos dez crianças foram mortas por bombardeamentos russos na Ucrânia, que também atingiram seis escolas ucranianas.

Numa declaração em que apela ao fim imediato da guerra, para proteger as crianças da violência e da violação dos seus direitos, a ONG sustenta que os ataques às escolas ucranianas põem em perigo a vida dos 7,5 milhões de crianças do país, insistindo que os estabelecimentos de ensino devem ser espaços "seguros e invioláveis" tanto para as crianças como para os professores, "com proteção especial mesmo num cenário de conflito".

Redação Latina | Lusa | Foto AFP


Notícias relacionadas

Dass Moskau dem Westen als Reaktion auf Sanktionen ganz den Gashahn abdreht, wird nicht mehr ausgeschlossen.
Volodymyr Zelensky.