Luxemburgo desaconselha viagens para a Rússia
Radio Latina 6 min. 01.03.2022 Do nosso arquivo online
Atualidade em síntese 01 MAR 2021

Luxemburgo desaconselha viagens para a Rússia

Atualidade em síntese 01 MAR 2021

Luxemburgo desaconselha viagens para a Rússia

Radio Latina 6 min. 01.03.2022 Do nosso arquivo online
Atualidade em síntese 01 MAR 2021

Luxemburgo desaconselha viagens para a Rússia

Há um risco de ficar bloqueado na Rússia por um período indeterminado.

O Luxemburgo desaconselha fortemente viagens para a Rússia devido às operações militares que este país lançou contra a Ucrânia.

Num comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros sublinha que, no contexto atual, as ligações aéreas com a Rússia estão fortemente afetadas e que vários aeroportos estão fechados.

Para além disso todos os membros da União Europeia decidiram fechar o seu espaço aéreo aos aviões e companhias da Rússia. Todos estes elementos constituem, segundo o Ministério, um risco de ficar bloqueado na Rússia por um período indeterminado, o que poderá acarretar outras consequências de ordem financeira e consular.

Resta ainda o conselho para os luxemburgueses que se encontram atualmente na Rússia, para terem na sua posse dinheiro suficiente, uma vez que os cartões de pagamento europeus poderão ficar afetados com esta situação.

O Governo apela ainda à população oriunda do Grão-Ducado na Rússia para se manter vigilante e se informar sobre a evolução da situação, evitando os agrupamentos. Fica ainda a indicação de que fotografar ou filmar material militar é formalmente proibido na Rússia.

Covid-19. Portugueses residentes no Luxemburgo mais infetados, mas menos hospitalizados

Os portugueses residentes no Luxemburgo, mas que nasceram em Portugal, estão entre os que sofreram mais infeções covid-19, mas foram dos menos hospitalizados. Esta é uma das conclusões de um estudo do Ministério da Saúde, do Instituto de Investigação socioeconómica, Liser, e do Instituto Nacional de Estatísticas, Statec.

Segundo o estudo, citado pela RTL, as pessoas em situação socioeconómica frágil foram mais fortemente abrangidas pela covid-19. As pessoas, por exemplo, que têm rendimentos inferiores a 25 mil euros têm maior risco de contrair o SARS-CoV-2 e de serem hospitalizadas. De acordo com o documento, quanto maior o nível de vidas das pessoas, mais aderem à vacina anti-covid e, como consequência, menos destas pessoas foram parar ao hospital com complicações.

O nível de vida é assim um dos fatores principais relativamente às contaminações, ao lado da idade e do sexo, mas também do país de origem.

O estudo aponta que as pessoas que nasceram em Portugal sofreram mais infeções. No entanto, proporcionalmente houve menos hospitalizações, o que, segundo os peritos, deve-se à alta taxa de vacinação junto da comunidade portuguesa residente no Luxemburgo.

As pessoas oriundas da ex-Jugoslávia sofreram, no entanto, muitas infeções e também tiveram muitas hospitalizações, tendo em muitos casos levado à morte.

O estudo aponta ainda que as mulheres infetaram-se mais com a covid-19 que os homens, mas foram menos hospitalizadas. Ou seja, morreu o dobro de homens devido à doença, apesar de terem sofrido menos infeções.

Note-se que este estudo foi levado a cabo de 1 de março 2020 a 27 de outubro 2021, ou seja, antes da vaga Ómicron.

Ucrânia. Luxemburgo pronto para prestar apoio civil

A Ucrânia, que está em guerra há quase uma semana, pediu assistência através do mecanismo de proteção civil da União Europeia (UE), que permite à Comissão Europeia coordenar a entrega de material essencial para a população civil ucraniana.

Os bens pedidos pela Ucrânia englobam todos os cenários possíveis relacionados com a invasão russa.

Para além da ajuda militar, o Grão-Ducado decidiu contribuir com material de intervenção contra os incêndios, mas também com material cirúrgico e diversos medicamentos. Esta ajuda é coordenada pelo Ministério do Interior e pela Corporação Grã-Ducal de Incêndio e Socorro (CGDIS).

Na segunda-feira, o Luxemburgo decidiu fornecer 100 sistemas de mísseis anti-tanque, veículos 4x4 e 15 tendas militares.

Centro de Kharkiv alvo de novo bombardeamento russo - autoridades

O centro da segunda maior cidade ucraniana, Kharkiv, está a ser hoje alvo de novos bombardeamentos russos, anunciou o chefe da administração regional de Kharkiv, Oleh Sinehubov.

O edifício da administração, no centro da cidade, e vários prédios residenciais foram alvo das forças russas, acrescentou o responsável.

Até ao momento, desconhece-se a existência de vítimas em Kharkiv, onde na segunda-feira morreram pelo menos 11 pessoas e dezenas ficaram feridas.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram mais de 350 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de mais de 100 mil deslocados e quase 500 mil refugiados na Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

Zelensky diz ter recebido “alguns sinais” nas negociações com Rússia

O Presidente da Ucrânia disse hoje ter recebido "alguns sinais" da Rússia, nas negociações entre representantes dos dois países, mas ainda não o resultado pretendido.

O chefe de Estado ucraniano sublinhou que, apesar do apelo de Kiev para um cessar-fogo imediato, as hostilidades na Ucrânia não cessaram, enquanto os negociadores se encontravam na fronteira ucraniana-bielorrussa.

As delegações ucraniana e russa terminaram na segunda-feira as primeiras conversações, realizadas na Bielorrússia, e admitiram um novo encontro "em breve".

"As partes estabeleceram uma série de prioridades e questões que requerem determinadas decisões" antes de uma segunda ronda de conversações, disse um dos negociadores ucranianos, citado pela agência de notícias France Presse.

Zelensky quer Rússia banida de todos os portos e aeroportos do mundo

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu esta segunda-feira que a Rússia seja banida de todos os portos, canais e aeroportos do mundo, como resposta da comunidade internacional à invasão russa da Ucrânia.

Zelensky apelou também à comunidade internacional que “considere um encerramento total do céu para mísseis, aviões e helicópteros russos".

Na mesma mensagem de vídeo, o Presidente ucraniano pediu à Rússia para que “não perca tempo” na Ucrânia, assegurando que o bombardeamento dos russos não fará Kiev aceitar os termos de Moscovo para uma trégua.

A primeira ronda de negociações russo-ucranianas decorreu na segunda-feira “num contexto de bombardeamentos e tiros direcionados” à Ucrânia, apontou Zelensky.

Primeiro-ministro britânico Boris Johnson visita Polónia e Estónia

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, desloca-se hoje à Polónia e à Estónia, dois países europeus afetados pela crise na Ucrânia, e vai visitar as tropas britânicas mobilizadas no leste europeu.

Na Polónia, onde têm chegado dezenas de milhares de refugiados ucranianos, Johnson vai oferecer apoio diplomático e financeiro.

O líder britânico estará igualmente com o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, também a realizar uma deslocação à Estónia, com o qual vai visitar as tropas britânicas destacadas naquele país, em Tapa, perto da fronteira com a Rússia.

Ucrânia. Clube de futebol Racing Luxemburgo vai enviar autocarros para trazer refugiados

O Racing Luxemburgo, da liga BGL de futebol, vai enviar autocarros até à Polónia, para trazer refugiados ucranianos que queiram vir para o Grão-Ducado.

A operação de solidariedade foi lançada pelo clube da capital, na sequência do conflito na Ucrânia.

A direção do clube lançou um apelo aos simpatizantes do clube para receberem refugiados. A própria presidente do Racing, Karine Reuter, e o treinador, Jeff Saibene, já se prontificaram a receber refugiados de guerra.

O clube informa que vários familiares dos jogadores já se disponibilizaram também a receber refugiados.

Redação Latina | Lusa | Foto AFP

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