Júlia Pinheiro relata o “pesadelo” que viveu com AVC da mãe

Júlia Pinheiro relata o “pesadelo” que viveu com AVC da mãe

Foto: DR
Radio Latina 2 min. 13.04.2019

Júlia Pinheiro relata o “pesadelo” que viveu com AVC da mãe

A apresentadora confessou no seu blogue tudo o que sentiu quando a progenitora de 80 anos, Áurea Pinheiro, sofreu um acidente vascular cerebral severo. “Quando a vi, alheada e perdida numa maca, já na ambulância cravou-se uma garra no meu coração”.

Foi um duro golpe para a apresentadora da SIC. Um susto que como confessou no seu blogue acho que não era capaz de aguentar. Mas aguentou, “ajuda da família” e dos “colegas” e ainda conseguiu realizar um sonho antigo, subir ao palco, conta agora no seu blogue Júlia Pinheiro, num texto emotivo sobre o AVC da mãe, Áurea Pinheiro. Porque o estado de saúde da mãe estacionou. Mesmo assim, “chorou baba e ranho”, no dia da estreia da peça de teatro “monólogos da vagina”, contou à “TV Mais”.

Aos 80 anos de idade, a sua mãe, Áurea Pinheiro, “bateu os oitenta com galhardia, autónoma, senhora da sua vida e do seu nariz”, e “nunca foi dependente de ninguém”.

No dia 3 de março sofreu um AVC severo, relata Júlia Pinheiro. E desde aí “temos estado a cuidar dela, o que não tem sido fácil”, admitiu àquela publicação.

Para a apresentadora do programa “Júlia”, das tardes da SIC, estas semanas têm sido muito duras. Desde o dia do susto em que a mãe “estava desprotegida e perdida no nevoeiro de um cérebro afetado, locomoção comprometida e sem reconhecer ninguém”, recorda no seu blogue. “Foi um dia de pesadelo”, lembra Júlia Pinheiro, “por não saber se havia futuro, por não saber se esse futuro seria aceitável” para a sua mãe.

Foram a dois hospitais públicos e Júlia não se permitiu chorar perante toda a situação. “Andei pelos corredores de dois hospitais públicos, onde só vi profissionais competentes e atentos às necessidades da minha mãe e de todos os outros pacientes que não paravam de chegar à Unidade de AVCs do Hospital São Francisco Xavier”.

Com a mãe doente e internada e com o programa diário das tardes, Júlia Pinheiro considerou desistir do sonho de subir ao palco, acabar os ensaios da peça e estrear-se no teatro. Mas o produtor, Paulo Sousa e Costa não permitiu.

Valeu-lhe de muito toda a “ternura” da “família e colegas de trabalho” e da “imensa paciência” dos “amigos do Teatro” que não aceitaram que do projeto. Foram “aturando o meu olhar triste, a minha falta de energia e todas as dúvidas por continuar esta teimosia que parecia impossível: sonhar com as Tábuas”.

Chegou a estreia da peça “Monólogos da Vagina” e nesse dia estreou duas vezes, com a o marido e os filhos a assistir na plateia e a abraçá-la no final.

“Apresentei-me em palco pela primeira vez, apesar de emocionalmente não ter condições para o fazer. Estreei-me por respeito aos que acreditaram em mim e estreei-me porque era preciso fazê-lo. Por mim e pela minha Mãe! Acredito que ela ainda irá ver a filha a cumprir o sonho e que, embora mais limitada e se calhar ajudada por todos, vai aplaudir a nossa mútua vitória”.

Júlia Pinheiro é uma mulher mais feliz. Realizou um sonho e a mãe está a recuperar “Está viva! Está melhor! A mulher altiva já regressou. Já refila, argumenta e, quando se sente muito cansada, dá-me a mão e agarra-a com muita força. Como quando eu era pequenina. E ambas ficamos mais confortadas. Amo-te Mamã”.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.