"Ice on Fire". Leonardo DiCaprio lança novo documentário sobre as alterações climáticas
Radio Latina 2 3 min. 20.06.2019

"Ice on Fire". Leonardo DiCaprio lança novo documentário sobre as alterações climáticas

"Ice on Fire". Leonardo DiCaprio lança novo documentário sobre as alterações climáticas

Foto: Shutterstock
Radio Latina 2 3 min. 20.06.2019

"Ice on Fire". Leonardo DiCaprio lança novo documentário sobre as alterações climáticas

"Ice on Fire" já está disponível na HBO.

O documentário "Ice on Fire", produzido e narrado por Leonardo DiCaprio, apresenta soluções para combater as mudanças climáticas, dando voz aos especialistas que, todos os dias, procuram soluções para salvar o planeta.  

DiCaprio, 44 anos, encontra-se, mais uma vez, na linha da frente do combate às alterações climáticas. No Festival de Cannes, que decorreu um maio, o ator de Hollywood afirmava que "a mudança climática ainda pode ser revertida se agirmos agora". É exatamente isso que tenta mostrar no seu mais recente projeto ambiental, um documentário para a HBO, em que são exploradas opções viáveis a situação que começa a tornar-se insustentável em algumas partes do mundo. Ainda esta semana, um urso polar surgiu esfomeado numa cidade da Rússia, uma vez que o seu habitat natural foi afetado com o degelo, à medida que o ártico vai ficando mais quente. 

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Uma das soluções discutidas é a redução da emissão de dióxido de carbono. Bren Smith, um dos intervenientes no filme, é um pescador que gere uma "quinta oceânica", onde cultiva plantas marinhas e marisco. Smith afirma que não são precisas tecnologias avançadas para ver resultados significativos. 

“Não precisamos de tecnologia avançada, a natureza tem algas e crustáceos que capturam cinco vezes mais carbono do que as plantas terrestres.” É o caso da alga kelp que, além disso, pode ser usada como fertilizante ou para a confeção de alimentos.

Mesmo a alimentação das vacas, que produzem gases que poluem mais do que um carro, Smith tem uma ideia concreta para aliviar a situação: adotarem uma dieta diferente. “Ao fornecer uma dieta de algas marinhas às vacas, é possível verificar uma redução de 90% na produção de metano”, acrescentou o pescador. 

Leila Conners, a realizadora do documentário, que acompanha DiCaprio desde o primeiro projeto ambiental, "A 11º hora", afirmou ainda que se forem plantadas algas em apenas 9% das águas mundiais, a emissão de gases pode ser reduzida até 50%. 

Com testemunhos credíveis e soluções que podem ser colocadas em prática, o ator procura novamente chamar a atenção para a urgência em cuidar do planeta. Também o faz na sua conta oficial do Instagram, onde vai colocando, na grande maioria, mensagens de alerta e de sensibilização ambiental. No entanto, continua a encontrar resistência, nomeadamente no governo de Donald Trump, que continua a negar que o clima esteja a sofrer alterações dramáticas. 

A cruzada ambiental de DiCaprio começou em 2007,  ano em que produziu e narrou a "A 11º Hora". Há 12 anos, o filme já dava a entender a urgência em atuar para controlar a pegada humana que está a afetar todos os ecossistemas. O físico Stephen Hawking e o ex-presidente soviético Mikhail Gorbachev deram, na altura, o seu testemunho a apoiar a causa. 

A Inundação da Terra (2016), de Fisher Stevens, voltou a abordar o tema, desta vez com DiCaprio a surgir como protagonista de uma viagem por todo o mundo, em busca de respostas. Inclusive, à Casa Branca, em Washington, onde o ex-presidente Barack Obama também demonstra preocupação pelo futuro da Terra.  

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